Dica Saudável | Mingau | Para aquecer o corpo e o coração


Mingau para aquecer o corpo&coração

Com as temperaturas mais baixas na capital gaúcha durante o inverno, a Dica Saudável traz hoje uma receita muito gostosa e nutritiva para esquentar o corpo e o coração.


Uma receita muito simples e rápida: mingau. Ótima opção para o café da manhã no inverno! Pode até achar que não conhece, mas é bem provável que lhe dê outro nome. A palavra míngua vem do tupi minga’u que significa “comida que gruda” ou “alimento pastoso” originalmente de farinha de mandioca cozida em leite ou água. Mingau é um alimento cozido com consistência pastosa, feito geralmente de água e açúcar engrossado com cereais ou farinhas variadas (aveia, fubá de milho, arroz).


Tipicamente o mingau era o alimento que se dava às crianças quando começavam a comer mais do que apenas leite. Mas há muito que deixou de ser “papa de bebé” e hoje é usado por muitos que procuram fazer refeições ou lanches saudáveis e nutritivos. Uma opção rica em hidratos de carbono e fibras pelos cereais e farinhas que compõem sua receita, ajudando a prolongar a sensação de saciedade!


Pelo estudo e revisão de referencias bibliográficas de vários autores podemos dizer que o mingau institui uma base alimentar histórica e social. De grosso modo, podemos dizer que esteve sempre presente no “valor” da sociedade brasileira. Ao longo dos tempos, foi lentamente aumentando sua importância e credibilidade, ora devido a facilidade de preparo (indústria alimentícia, misturas instantâneas, tempo de coação); ora, por causa da carga/valor nutricional (aveia principalmente). Cabe salientar que tal receita acena tanto na cozinha tradicional quanto o espaço gourmet, porém, esse de maneira incipiente. Desta forma é impossível não fazer um movimento para dentro: pensar um pouco nas matrizes familiares - o lugar da família, da história e cultura alimentar. Falar do mingau é ser convidado a revisitar a cozinha de sua casa e ver além dos padrões de nutrição e dieta.


A vida é, apenas, um fio sutil entre o mingau infantil e o mingau senil. E tem gente que complica! (Alcione Sortica)


Como acreditamos que receita, alimento e meio social estão intrinsecamente relacionados, traremos uma retrospectiva sobre o mingau.



Definição do mingau no Brasil


“Em quase toda cultura tem alguma variação de mingau, com base no cultivo de grãos disponíveis área. No Reino Unido é tradicionalmente feito com aveia, assim como na Escócia (conhecido como “porridge” – porage marca de aveia) e nos Estados Unidos. Já na região do sul do Saara existe o fu fu, o nome dado às papas ou mingaus feitos com amido do milho, da mandioca ou do inhame e que são tradicionalmente acompanhados de ensopados ou molhos. E, na África ocidental - principalmente na República do Gana temos o banku que é um mingau bastante popular feito de milho e da raiz de mandioca fermentados. No Brasil temos o cica - o mingau de nossos índios (por eles preparados com a fécula fina de mandioca).


O Dicionário Larousse, ao definir mingau como “Papa de farinha de trigo, de mandioca, de milho ou de aveia” (LAROUSSE, 2005, p. 528), encerra que o termo vem do tupi minga’u uma bebida espessa utilizada também em rituais. No norte brasileiro encontramos o miriti (Mauritia flexuosa L.), também conhecido com buriti-do-brejo é uma palmeira nativa de áreas alagadiças, pertencente à mesma família do buriti (Mauritia vinifera M.) ambas usadas como matéria-prima de diversos produtos culinários, principalmente mingaus, doces e vinhos.


Convém lembrar que a palavra mingau está associada a um contexto indígena de “comida que gruda” e, tal painel reforça a questão folclórica e ritual. Folclore no sentido de “saber de um povo” e de expressão da cultura popular. Já o termo ritual indica o lado comemorativo, festeiro e cerimonial as congratulações com mingau ocorriam tanto na civilização Tupi-Guarani (cica o mingau condimentado preparado à base de fécula fina) quanto na Roma Antiga (prato típico era mingau de água com cevada). Inspirados, nesse panorama, verifica-se que o site do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) indica cinco registros com a busca “mingau”, sendo três termos recuperados no tesauro. Daí, retiramos a seguinte definição: “comida feita geralmente com leite e engrossada com cereais ou farinha, podendo ser doce ou salgada” (CNFCP, 2017). O termo genérico é “comida” e o termo especifico indicado é “mocororó” (tipo de mingau à base de arroz, popular no Maranhão).


E falando da região Norte do Brasil, constata-se que na Ilha do Marajó (ilha costeira brasileira situada no estado do Pará) e em outras cidades do Norte do Pará, o mingau está presente nos mercados, nos carrinhos de rua e nas casas, para “confortar, aquecer, enganar a fome, abrir o apetite, enfim, para nutrir grandes e pequenos” (COME-SE, 2011). Murrieta (2011) assinala que as comunidades ribeirinhas da Ilha de Ituqui, Baixo Amazonas, há vários tipos de mingaus que são preparados tendo a farinha como ingrediente principal. A maior parte destes mingaus é voltada para a nutrição de crianças, idosos e enfermos. Entretanto, muitas pessoas desenvolvem certo “paladar” por estes mingaus, incorporando-os nas refeições e merendas diárias. Crianças, por exemplo, são alimentadas nos primeiros meses de vida, tendo como um complemento à amamentação o mingau carimã (feito de farinha e massa de mandioca finamente peneirada, açúcar e sal).


Outro tipo de mingau largamente consumido no norte brasileiro é o chibé, uma substância quente e densa que, segundo alguns, têm qualidades curativas. A preparação do chibé é bastante similar à do carimã, caracteriza-se por um preparo simples que envolve o leve peneiramento da farinha, a adição de água morna para encharque e, o cozimento em água fervendo com um pouco de sal (o óleo de soja e o leite podem ser acrescidos para melhorar o sabor). Contudo, não podemos perder de vista que muitas são as variedades de mingau; a lista dos grãos (com excelente qualidade nutritiva) que o podem produzir é extensa. Além da mandioca (tuberosa da espécie Manihot esculenta) mais reconhecível, temos o arroz, a aveia e o milho. Há também receitas que utilizam linhaça, quinoa, centeio, sorgo e cevada.


Cabe salientar que na contemporaneidade a principal celebração é a Festa do Mingau que acontece no município de Nova Timboteua (na microrregião Bragantina), e entrou no calendário oficial de festividades juninas do Pará em 2010. A cidade está localizada no Nordeste Paraense e tem 14.791 habitantes (IBGE/2016); o tradicional evento está na XXXIII edição é o principal destaque do calendário cultural, mobilizando o município em várias ações sócio-culturais que impulsionam a economia local e fortalece a expressão do folclore e da cultura paraense.” (MARCELO CALDERARI MIGUEL; JOÃO BATISTA VILLAS BOAS SIMONCINI;BRUNO LOBÃO BARROSO; MAXIMILIANO CALDERARI MIGUEL, 2018)



História Mingau


Não coma a vida com garfo e faca. Lambuze-se. (Mario Quintana)


Comida é também, e talvez principalmente, memória afetiva. Não tem prato chique de restaurante estrelado que supere verdadeiramente uma qualquer delícia que se costumava comer quando pequeno, vindo de umas mãos amorosas que eram o próprio acalento. Para muita gente, um desses alimentos é o mingau, tão simplesinho, tão reconfortante.


[...] todos temos lembranças de sabores de nossa infância, como a bala de coco, um pão-de-ló da vovó, o pudim de leite da titia. Essas receitas se tornam referências do FRAGMENTOS DE CULTURA, Goiânia, v. 28, especial, p. 111-123, jun. 2018. 117 nosso paladar, e as carregamos com muito afeto. [...] Em outras palavras, a emoção de provar um tal sabor é diretamente proporcional àquela que você experimenta quando comia a iguaria preparada por sua avó todo domingo [...] (ATALA, 2007, p. 318).


Sabemos que cada cozinha tem sua particularidade, carregando a história desse povo e os alimentos que são mais adaptados em cada região. “Por relatos históricos, os europeus inicialmente não se familiarizavam com os turbérculos encontrados no Brasil, chegando a desprezar esse alimento por estarem muito apegados aos cereais, valorizando apenas esse alimento.“ A difusão da mandioca e do milho se deu especialmente dos povos Tupi que ocuparam a Amazônia e a costa brasileira. Na Amazônia, por exemplo, tão imprópria ao grande empreendimento colonial- -mercantil, as missões jesuíticas chegaram no século XVII antes mesmo dos colonos, estabelecendo vínculos fortes com as práticas alimentares indígenas, baseadas na caça, na pesca, nas farinhas e no uso de espécies vegetais nativas para mingaus. Grosso modo, essas práticas alimentares penetram no interior brasileiro adquirindo uma forte presença na culinária paulista e mineira, gerando uma gama de mingaus.


Diante da literatura examinada, verificamos que os imigrantes nacionais e estrangeiros: nordestinos, árabes, judeus, portugueses, entre outros, que se deslocaram pelo país e trouxeram as suas práticas alimentares em contraponto às condições de vida existentes; e generalizando essa discussão, é possível afirmar que a culinária se caracteriza como um fator determinante para a “resistência” e para a preservação dos valores culturais. Desta forma, tudo isso vai tecendo um sistema adaptativo ao qual a brava gente brasileira mais se submete do que molda. Além disso, a “necessidade” é que opera como forte fator na construção dos modos práticos arraigando um elemento constitutivo da identidade regional (a alimentação colonial e o mingau). Então, torna-se pertinente observar que os migrantes pobres de origem camponesa, portadores de uma cultura alimentar bastante simples, ao se estabelecerem nas regiões cafeeiras do interior de São Paulo, onde as condições de vida eram também muito precárias, foram obrigados a incorporar nas suas refeições os alimentos básicos da cozinha brasileira - como o arroz, o feijão e o mingau. Percebe-se que os hábitos alimentares são muito complexos e também se baseia na condição e estrutura social.


O gosto é uma questão muito complexa, tendo em um primeiro momento o estranhamento (do espaço, das pessoas, dos alimentos e modos de comer) e depois uma adaptação positiva do paladar,trazendo possibilidades da mistura, variações. Desse modo, como se verifica na história, os colonos lusitanos acrescentavam uma cuia de caldo quente na farinha de mandioca que comiam. Essa mistura ganhava então um aspecto granulado, com aparência pegajosa grudenta e viscosa, tal qual um legítimo mingau tupi ou um pirão brasileiro. Esses hábitos fazem parte da cultura e do poder econômico de um povo (MEZOMO, 2002) e, a chamada “comida gosmenta” no linguajar tupi faz nascer o pirão: uma perfeita mistura de técnica portuguesa com material nativo, resultado de um longo processo de experimentação entre o encontro do líquido quente com a farinha seca.


No entanto, esta antropologia do mingau, do “pão da terra”, só irá apoiar a tese de que a grande base da comida diária e extensiva do trabalhador brasileiro se dá com a farinha de mandioca. O chamado “fubá”; fubá de milho é à base de angus e mingaus, alguns especialmente líquidos, como é o caso dos mingaus de fubá com couve, diga-se de passagem, muito tradicional no recôncavo baiano.


A alimentação a base de mingau é a comida da manhã, para comer o dia, para dar de sustança, para ser à base do trabalho.


Em virtude dos fatos mencionados, podemos dizer que foi no “encontro gastronômico” que as culturas se mesclaram e também assimilaram a culinária das populações indígenas pré-existentes e dos povos da fronteira.

Assim, há uma transformação, jamais descaracterização culinária; o mingau incorpora novos ingredientes e resulta em um típico produto (peculiar) da cozinha brasileira: mingau de carimã, mingau de milho, mungunzá de milho branco, com coco, leite e canela. Foi abrasileirado sim, e na Bahia ganhou o toque especialmente doce. Na culinária votiva baiana, grupos de homens saem pelas ruas de Saubara (BA) vestindo roupas brancas, no cortejo de caretas , levando o mingau na panela como oferenda. “(MARCELO CALDERARI MIGUEL;JOÃO BATISTA VILLAS BOAS SIMONCINI;BRUNO LOBÃO BARROSO; MAXIMILIANO CALDERARI MIGUEL, 2018)



Elza Oliveira, 61, vende mingau há 25 anos. Foto: Luciano Carcará / Ag. A Tarde



Temos até hoje histórias como de Elza, que há cerca de 25 anos vende mingaus, bolos e cuscuz no miolo do Largo 2 de Julho, onde mora. Foi parar ali depois de passar um tempo com seu tabuleiro em frente ao Mercado Modelo, nas proximidades do Shopping Piedade e perto de um posto médico do Imbuí. Diz que aprendeu as receitas com a “necessidade”. “Minha mãe fazia mais angu, que eu comia com o dedo com meus irmãos”.


Ela cresceu no interior de Sergipe e quando voltou a Salvador, onde nasceu, trabalhou vendendo cafezinho no Banco Econômico e atuando no setor de operações de um supermercado. Quando ficou desempregada, orou a Deus por uma ideia que a fizesse ganhar dinheiro, como conta. Espiando as mulheres que vendiam mingau, resolveu tornar-se uma delas, mas do seu jeitinho. “Fui melhorando, até botar como eu queria, mantendo o padrão, a qualidade. Para o mugunzá mesmo eu cato caroço por caroço, pra ele ficar todo branquinho”.


Pela formosura do tecido quadriculado azul e branco que recobre as panelas, já dá para ver o seu capricho. Antes da crise, diz que enchia quatro panelões fumegantes todos os dias, agora são só “dois pouquinhos de mingau”. Por isso passou a fazer tudo sozinha, depois de dispensar duas ajudantes, e também mudou o horário de trabalho. Antes, chegava 6h30, agora chega 7h. Saía 8h, com tudo já vendido, hoje precisa ficar até 11h.


De todo modo, diz que “dá para levar”, ainda mais agora que os filhos já estão crescidos e criados, graças ao mingau. “Dá devagarzinho. Mas não sobra dinheiro”. Ela não tira férias, nunca, bota a banca até no Carnaval. Mas está pensando, quem sabe, em se aposentar também na prática quando fizer 65 anos.


[...] temos universos complexos e riquíssimos por desvendar, como a Floresta Amazônica e o Cerrado. Tenho certeza de que há nesses espaços espécies maravilhosas, com altíssimo valor gastronômico, esperando ser descobertas. Há ainda os mais diversos preparos e receitas praticados de norte a sul do país que precisam ser resgatados, catalogados e registrados. [...] Nossa cozinha está muito além da famosa – e folclórica – feijoada com caipirinha (que não deixa de ser uma bela mistura) [...] (ATALA, 2007, p. 497).



Uma das milhares de formas de como preparar seu mingau:

Aveia com banana

Ingredientes

  • 250ml água

  • 6 colheres de sopa de farinha de aveia

  • 1 colher de sopa de xilitol* (pode ser açúcar de coco, agave, açúcar demehara ou açúcar mascavo)

  • 1 banana em rodelas

  • Canela a gosto

  • 1 colher de chá Semente de chia*

  • 1 colher de chá de semente de abobora*

  • 1 scoop de ProtoVegan baunilha e canela da Nature (Nutrata)*

*Você encontra esses ingredientes na Boaformula!



Modo de preparo


Leve a água na panela junto com a água e vá misturando. Adicione o adoçante e mantenha em fogo baixo. Você notará que com o calor, seu mingau vai ganhando consistência! Siga mexendo até levantar fervura e atingir a cremosidade desejada. É bem rápido, em torno de 5-10minutos você já tem um mingau bem pastoso! Desligue o fogo e adicione meia banana picada e a proteína vegetal de sua escolha e misture bem. Aqui podemos inovar bastante, podemos utilizar uva passa branca e maça ficam uma delicia também! O calor do mingau amolece as frutas e elas adoçam e saborizam nosso mingau.


Para finalizar, coloque em uma vasilha de vidro, adicione a canela, as sementes e o restante da banana!Sinto essa parte importante também pois a gente também se alimenta pelos olhos, podendo trazer um aspecto artístico e bonito para nosso mingau, enfeitando ele com as especiarias. Use sua criatividade e o que tiver em casa. Podemos estar adicionando granola como extra, cacau em pó, pasta de amendoim... um prato com muitas variações que nos convidam a diversificar os sabores.


Está pronto! Aquele café da manhã delicioso para toda a família, desde os mais novos aos nossos anciões vão apreciar. Nutritivo, rápido e saudável!



ProtoVegan Nature (Nutrata)


Proto Vegan é uma proteína 100% de origem vegetal composta pela combinação de proteína isolada da ervilha e da batata associada à proteína concentrada do arroz. Fonte natural de fibra alimentar, a Proto Vegan apresenta excelente digestibilidade, alto valor biológico e perfil balanceado de aminoácidos, dessa forma seus nutrientes são mais bem absorvidos e aproveitados pelo organismo. Confere alternativa importante para aumento e complementação da ingestão proteica àqueles que são intolerantes à lactose e à celíacos.


Especificações:Sem Glúten, Sem Açúcar, Sem Aromatizantes Artificiais, Vegano, Sem Lactose, Sem Corantes Artificiais, Sem Conservantes, Sem Adoçantes Artificiais


Ingredientes: Proteína isolada da ervilha, proteína da batata, proteína do arroz, canela pó (Cinnamomum cassia), frutose (edulcorante natural), maltitol (edulcorante natural), aroma natural de baunilha (flavorizante), ácido cítrico (acidulante), carboximetilcelulose (espessante), dióxido de silício (antiumectante), glicosídeo de esteviol (edulcorante natural), goma xantana (espessante), goma guar (espessante). NÃO CONTÉM GLÚTEN.

Modo de preparo: diluir 30g (01 colher dosadora) em 300ml de água.


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