Dica Saudável | Pão de Forma de Inhame Caseiro




Receitas para nutrir nosso corpo com muito sabor e cuidar da nossa saúde

Faz tempo que não compartilhamos receitas por aqui né? Nessa Dica Saudável traremos um preparado muito especial, conhecido há muitos anos e que faz parte da alimentação diária de muitos. Como gostamos de inovar, essa receita vai estar enriquecida de muitas delicias para a gente se nutrir com muito sabor! Vamos preparar juntos um pão maravilhoso?



Alimentação Saudável e Saúde Intestinal

Alimentação saudável não é sobre se privar de comer comidas que você gosta, mas sobre buscar alternativas que vão além de suprir seus desejos, nutrir seu corpo com muitos nutrientes para que possa trazer saúde e equilíbrio a sua vida. E não poderíamos deixar de falar que a saúde começa em nossos hábitos culinários e de vida, onde nosso estomago e nosso intestino podem ser nossos professores.


O mestre Hipócrates dizia, há 2.400 anos, que “somos o que são nossos intestinos”, mas ele não tinha microscópio. Se tivesse, teria dito: “somos o que são nossas bactérias intestinais”.


Cerca de quatrocentas espécies de bactérias habitam nosso trato gastrintestinal, e muitas outras espécies ocupam outras regiões do corpo. Os bilhões de bactérias que habitam nossos intestinos podem chegar a pesas mais de 1 quilo de massa. Por isso nosso microbioma intestinal pode ser considerado um “órgão silencioso”. Somos um sistema vivo multibiológico, incrível não é mesmo?


Pode-se dizer assim, que um dos passos para a saúde esta em alimentar-se de modo a manter a população bacteriana estável, simbiótica e comensal com nossas células. Nosso corpo precisa de moléculas inteligentes : as enzimas, os fitoquímicos nutraceuticos e os complexos vitamínicos. Podemos então completar aquela frase: Nós somos o que comemos e o que conseguimos digerir.


Essa reflexão se torna vital para muitos que acabam por ter uma percepção pejorativa de alimentos saudáveis por associar isso a algo difícil, limitante e sem gosto. A reprodução de receitas convencionais com variações torna esse processo mais leve. Claro que com ingredientes diferentes, teremos resultados semelhantes, mas que não serão iguais. Partindo desse ponto, nosso convite é que possamos desfrutar dessas novas receitas sem tanta comparação, mas abertos a experienciar novos sabores, texturas e aromas. E claro, você pode ir cocriando a partir delas da forma que você preferir. Olha que legal, também é um convite para se observar e se conhecer, como você gosta de preparar sua comida? Qual é aquele tempero que faz toda a diferença para você?


Sua escolha alimentar é o que torna seu cotidiano saudável, fazendo dela um prazer e uma oração de saúde com seu próprio corpo e com a natureza.



História do pão

Alimento que nos acompanha a muitos anos, que carrega a história dos povos desde o início dos tempos quando o ser humano começava a se tornar sedentário e a desenvolver a agricultura. Junto com as transformações da sociedade, ele também foi se transformando e se aperfeiçoando na mão de cada um que produzia e se alimentava desse pão. Estrutura social, crenças e religiões se envolvem para juntos refletirmos um pouco sobre como a alimentação esta envolvida na nossa vida e nos ensina um pouco a nossa história.


Há estudos que apontam que os pães começaram a ser produzidos há aproximadamente seis mil anos, na região da Mesopotâmia, onde hoje está situado o Iraque, e foram difundidos por várias civilizações da Antiguidade. O processo de fermentação foi uma técnica desenvolvida pelos egípcios por volta de 4000 a.C., dando ao pão o aspecto pelo qual o conhecemos hoje em dia. Por ser um produto presente na alimentação, ele foi usado durante muitos séculos também como moeda em algumas civilizações.


Através de pesquisas, encontramos na Associação Brasileira da Industria de Panificação e Confeitaria alguns relatos da história do pão para a gente refletir! Vamos juntos caminhar um pouco na história que envolve o pão tão presente em diversas sociedades ao redor do mundo?



A descoberta do Pão

Quando o homem deixou de ser nômade para se dedicar à agricultura, deu um importante passo para sua evolução. Isso aconteceu quando ele descobriu que alguns grãos que cresciam soltos pela natureza podiam ser plantados e cultivados. Eram vários os tipos de grãos, entre eles, a aveia, a cevada, o sorvo e, claro, o trigo. Naquela época os grãos não eram iguais aos que a gente encontra hoje, eram o que chamamos de “grãos selvagens” que, ao longo dos séculos, foram se modificando. Diferentes povos, desde a pré-história até o Mundo Antigo, utilizaram esses grãos para a alimentação, ou fazendo uma espécie de mingau, ou cozinhando um tipo de bolo não levedado, que ainda não era realmente o que a gente pode chamar de pão. Mas foi há mais ou menos 6 mil anos que os egípcios descobriram, sem querer, a fermentação do trigo, descobrindo, desta forma, o pão. Os egípcios rapidamente aprimoraram as receitas do pão, modificando-as e criando diferentes formas, sabores e usos. Desde a sua descoberta até hoje, o pão sempre esteve ligado à vida do homem tanto como alimento quanto como símbolo econômico, político, religioso, artístico e cultural. Essa é a nossa homenagem ao “pão nosso de cada dia”.



Pão da Santa Ceia

O pão é vida. É o alimento básico, o nosso sustento mais comum. Mas ele não é só alimento para o corpo, ele é o símbolo do alimento para a alma, presente em várias religiões e crenças. A história de Jesus Cristo está cheia de situações relacionadas ao pão. Jesus nasceu em “Belém”, que significa “Casa do pão”. Um de seus milagres mais conhecidos é a multiplicação dos pães quando, com apenas 7 pedaços de pão, alimentou uma multidão de mais de 4 mil pessoas que o aguardavam. Daí, talvez, a expressão “Deus dá pão a quem tem fome”. Muitos seguidores de Jesus, numa época de fome, lhe pediam pão, mas Jesus respondia “eu sou o pão da vida”. Na oração mais famosa do mundo cristão, podemos ouvir: “o pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Mas foi na Santa Ceia que o pão recebeu seu maior valor, nas palavras de Jesus que, levantando um naco de pão, ofereceu-o a seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei todos vós, este é meu corpo, que é dado por vós… fazei isto em minha memória”. O pão é assim, um símbolo diário que nos lembra que o importante é alimentar corpo e alma, é dividir o que temos com o próximo.”



Muito legais essas histórias, não é mesmo?

A fabricação do pão envolve vários métodos diferentes, que resultam numa variedade enorme de tipos e qualidades. Os modos de produção sofreram simbólicas transformações, onde ao longo da história o oficio de padeiro foi desenvolvendo em paralelo com as produções caseiras. Hoje vemos um grande movimento de valorização dessa comida caseira em busca de uma alimentação mais saudável, encontrando diversas substancias nos alimentos industrializados como conservantes, aromatizantes e saborizantes sintéticas que podemos evitar. A pratica de fazer em casa também abre espaço para variações visto que hoje a população intolerante ao glúten está aumentando significativamente.



Mas afinal, o que é o glúten?

O glúten nada mais é do que uma proteína vegetal presente em alguns cereais, como trigo, centeio e cevada. Ele é composto pelas proteínas gliadinas e gluteninas, que, quando submetidas à adição de água e soja, formam uma rede viscoelástica que é o glúten propriamente dito. É graças ao glúten que as massas possuem propriedades de elasticidade e extensibilidade, tendo assim grande importância tecnológica para fabricação de pães, macarrão, biscoito, entre outros alimentos. Por ser uma proteína alimentar, o glúten pode ser consumido sem causar danos à saúde, entretanto, algumas pessoas possuem intolerância ou alergia, desencadeando uma série de sintomas, principalmente gastroentéricos. A esses pacientes a ingestão de glúten é prejudicial. Como tratamento, após a confirmação do diagnóstico, é necessária a realização de uma dieta isenta de glúten. Assim, cada vez mais receitas são criadas para trazer semelhantes texturas aos preparados possibilitando o preparado do pão, por exemplo.


Opção sem glúten: O que antes era uma necessidade na dieta de pessoas com doença celíaca (intolerantes ao glúten, essa proteína encontrada no trigo, centeio e cevada), hoje é uma tendência para quem busca ter uma alimentação saudável, trazendo diversidade as receitas.



Receita pão de forma caseiro


  • 100g Farinha de trigo sarraceno

  • 100g Farinha de arroz

  • 70g Polvilho doce

  • 4g de goma xantana

  • 100g Inhame

  • 1 colher de sopa Chia*

  • 1 colher de sopa de linhaça*

  • 50ml de Óleo de girassol*

  • 4g de Sal himalaia

  • 250ml de Água mineral

  • 10 g de fermento biológico seco, (1 colher de sopa)





Modo de preparo


O inhame trará um gosto delicioso ao nosso pão, podendo ser usado também mandioca ou batata por exemplo. Cozinhe em uma panela a vapor até ficar bem mole a ponto de poder pegar ele com garfo facilmente. Descasque ele e, com ajuda de um garfo, faça um purê. Pode deixar alguns pedaços, isso traz um aspecto rustico ao pão e fica delicioso. Reserve enquanto esfria e vá preparando o restante da receita.


Em uma xícara, adicione a chia e linhaça com ¼ xicara de água morna. Reserve por 15minutos.


Enquanto isso, em uma vasilha, adicione todas os secos menos o sal e misture bem. Vá adicionando água a mistura aos poucos. Vá massageando essa massa, adicione o purê de inhame, o preparado de chia e linhaça (que já deve ter formado uma goma) e o óleo vegetal. Se precisar, lave bem as mãos e use as mãos mesmos para misturar bem.


Assim que a massa estiver textura de bolo grosso, siga misturando ela por pelo menos 5 minutos. Finalmente, adicione o sal e fermento por último.⁣


Coloque na forma untada, alise a parte de cima com as costas de uma colher e óleo

Deixe crescer local quentinho por 25min.


Asse a 200 graus por 40 minutos ou até dourar. Dependendo do forno pode variar um pouco, então fique de olho para seu pão não passar do ponto!




Vamos conhecer um pouco mais sobre alguns ingredientes

e seus benefícios a nossa saúde?


Inhame

O inhame, também conhecido por taro, inhame-branco e taioba-de-são-tomé, é um tubérculo nutritivo muito popular e amplamente consumido no mundo. Cultivado desde 50.000 a.C., na África e na Ásia, hoje é um alimento básico em muitos países da América do Sul, África, nas ilhas do Pacífico e nas Índias Ocidentais. No Brasil, a região Nordeste é a maior produtora e consumidora. Os tubérculos são uma excelente fonte de fibras solúveis e seus carboidratos são complexos. Eles apresentam vitamina A e betacaroteno, quantidades significativas de vitamina C e são ricos em vitaminas do complexo B. Com relação aos minerais, possuem potássio, ferro, cálcio, fósforo, magnésio e cobre.


As fibras do inhame reduzem os níveis de colesterol no sangue, ajudando a prevenir doenças cardíacas. Além disso, o inhame é uma boa fonte de potássio, um mineral que compensa as ações hipertensivas do sódio em nosso corpo. O consumo desse turbeculo fortifica os gânglios linfáticos, que são responsáveis pela defesa do sistema imunológico, deixando o corpo mais forte e prevenindo doenças. Doenças virais, como malária, dengue e febre amarela, podem ser evitadas com o consumo do inhame, já que ele ajuda a impedir a contaminação do sangue (mas não é por isso que você deve deixar de tomar todas as vacinas).


Os compostos antioxidantes do inhame – betacaroteno e vitamina C – ajudam a prevenir os mais variados tipos de câncer e, por ser fonte de diosgenina e vitaminas B6 e B9, é um ótimo alimento para ajudar no controle e prevenção do Alzheimer.


Por possuir fitoestrógenos e hormônios vegetais, o inhame é conhecido por aumentar a fertilidade da mulher, amenizar cólicas menstruais, sintomas da TPM e da menopausa (a diosgenina presente no tubérculo pode auxiliar para contenção de calores, do ressecamento da mucosa e de outros sintomas que acompanham essa fase) e estimular a libido, além de ser útil na endometriose, doença fibrocística da mama e fibrose uterina. Um estudo ainda concluiu que a ingestão de inhame equilibra os níveis hormonais.



Farinha de trigo sarraceno


O Trigo Sarraceno (Fagopyrum esculentum), também conhecido por Trigo Mourisco, é um grão produzido pela própria empresa. Possui boa densidade nutritiva, contém proteínas, carboidratos de baixo índice glicêmico, fibras solúveis, magnésio e fósforo. Além disso, possui flavonoides (antioxidantes), principalmente a rutina. Possui sabor suave e proporciona textura leve e macia à receitas. A Farinha de Trigo Sarraceno é produzida apenas pelos grãos moídos, 100% natural e livre de conservantes e aditivos.


· Excelente fonte de proteínas, com bom equilíbrio de aminoácidos essenciais;

· Rico em carboidratos de baixo índice glicêmico;

· Boa fonte de antioxidantes;

· Integral, portanto com alto teor de fibras;

· Não contém glúten, sendo uma ótima solução para celíacos ou intolerantes, para substituir outras farinhas.



Farinha de arroz

A Farinha de Arroz é desenvolvida com grãos de arroz moídos. É um ingrediente versátil que combina com receitas doces, salgadas, preparo de caldos e molhos e empanados. Além de ser uma excelente opção para pessoas celíacas, veganas e vegetarianas.



Chia


A Semente de Chia é o alimento com mais ômega 3 encontrado na natureza. Largamente utilizada pelos povos Astecas e Maias como suplemento alimentar para aumentar a resistência, energia e a força necessária sob condições extremas como o calor intenso, escassez de água e alimentos.


A chia é considerada o grão mais completo em nutrientes, além de conter mais cálcio do que o leite, mais ferro do que os espinafres, mais magnésio do que os brócolis e mais potássio que a banana.


· Fonte de proteína;

· Fonte de ômega 3;

· 100% natural;

· Não contém glúten;

· Não OGM.


Pode ser adicionado em frutas, sucos, leite, iogurte, bolos, sobremesas, sopas, lentilha, feijão, biscoitos e pães para enriquecer o sabor e os valores nutricionais necessários a saúde.


Fornecedor: Giroil



Linhaça Dourada


A Linhaça (Linum usitatissimun L.) Dourada em grãos é um produto produzido pela própira empresa. É uma grande fonte de ômega 3 e nela estão presentes também proteínas, carboidratos, vitaminas, fibras e ômega 6. Possui a casca mais fina que a Linhaça Marrom, com sabor mais suave e melhor aproveitamento das propriedades.

· Rica em ômega 3;

· Alta concentração de lignanas e fitoestrógeno natural;

· Não contém glúten;

· 100% natural;

· Embalado a vácuo.


Podem ser utilizadas em pães, bolos, biscoitos, vitaminas, iogurtes e cereais matinais.

Para um melhor aproveitamento de seus nutrientes, triture as sementes e use a farinha na sua alimentação. Podem ser consumidas de 2 a 3 colheres de sopa por dia.




Óleo de girassol


Óleo de Girassol é extraído da semente de Girassol, produzido em alta qualidade através de primeira e única prensagem a frio, conservando todas as propriedades nutricionais. Trata-se de um óleo muito rico em Alfatocoferol, vitamina E natural, com destacada ação antioxidante, e ácidos graxos essenciais bioativos.