Dica Saudável | Alimentação intuitiva para um equilíbrio integral | Receita Salada com molho de Açaí

Alimentação intuitiva para um equilíbrio integral

Receita Salada com molho de Açaí

A procura pela saúde começa pela alimentação e a necessidade de termos uma relação mais intima com o ato de comer. Comer é uma necessidade fisiológica e é questão de sobrevivência. É uma atividade saudável, prazerosa e não deveria estar nos trazendo tanta culpa. Na nossa atual cultura, obcecada por dietas, pela busca incansável por um corpo “perfeito” e pela perda de peso rápida, fácil e milagrosa, parece que se alimentar ficou algo complexo e perigoso. São muitas especulações como “pode” ou “não pode”, “engorda” ou “não engorda”, modismos e proibições. E este cenário cheio de restrições, onde nutrientes como o carboidrato e o glúten são tidos como vilões, não contribui para mudanças de comportamento duradouras ou para uma vida mais saudável. A obesidade, as doenças crônicas e os transtornos alimentares, em níveis cada vez maiores, evidenciam isto.


É importante termos a consciência dos alimentos como fonte medicinal e de combustível para nosso corpo, o nosso templo. A partir dessa consciência, percebemos que existem alimentos que tiram nossa energia, nos deixam cansados, tristes, pesados… E outros, que nos nutrem, deixam-nos dispostos, fortes, leves e com todos os órgãos em pleno funcionamento.


Assim como tudo no universo, cada tipo de alimento tem sua frequência energética. Assim, o que ingerimos tem influência direta nos níveis físico, mental, espiritual e emocional.


Quanto menos processos o alimento sofre, mais preservado ele fica, mais sua frequência será mantida. Por isso a importância de se ter uma fonte orgânica, de produtores locais, na qual o alimento não precisa sofrer com transportes, armazenamentos, preparos, entre outros, até chegar de fato à nossa mesa.


Já comentamos com aqui na Dica Saudável a importância da chamada “comida viva”. Quando os cozinhamos, os produtos também perdem parte de seus nutrientes e acabam sofrendo uma diminuição vibracional.


Hoje iremos conversar sobre a alimentação intuitiva e seus benefícios para uma vida mais saudável.



Alimentação intuitiva

A alimentação intuitiva ou alimentação consciente é uma filosofia de comer atento aos sinais do seu corpo. Ela não impõe diretrizes sobre o que ou quando comer, ou o que evitar. Em vez disso, ensina que você é a melhor pessoa – a única pessoa – a fazer essas escolhas. Comer como forma de auto cuidado, nutrindo seu corpo de alimentos vivos e cheios de nutrientes. Entender que nós somos os responsáveis pela saúde do nosso corpo, pela longevidade e força, pelas doenças e também pela cura.


É evitar o açúcar porque vicia, aumenta os níveis de glicose, causa envelhecimento precoce, diversas doenças neurológicas, baixa imunidade, tira a energia, entre muitos outros malefícios – mas, quando vier aquela TPM, permitir-se comer um pouco, sem culpa. Comer açucares saudáveis é uma opção mais equilibradas e que supre essa vontade sem agredir nosso corpo.

Para comer intuitivamente, você pode precisar reaprender como confiar em seu corpo. E para fazer isso, você precisa distinguir entre fome física e fome emocional.


>> Fome física: Este desejo biológico diz que seu corpo precisa repor nutrientes. Ele se constrói gradualmente e tem sinais diferentes, como um estômago roncando, fadiga ou irritabilidade. A fome física passa quando você come qualquer alimento.


>> Fome emocional: É impulsionada pela necessidade emocional. Tristeza, frustração, solidão e tédio são alguns dos sentimentos que podem criar desejos por alimentos (muitas vezes alimentos açucarados, ricos em gorduras hidrogenadas, carboidratos refinados, entre outros). Comer nestes casos pode provocar sentimento de culpa e raiva.


Observe o que sente ao procurar aprender mais sobre a reação do seu corpo a certos alimentos. Faça a você mesmo estas duas perguntas para se sentir melhor:


1. "Estou com fome?"

2. "O que estou sentindo?"


O que você está sentindo gera necessidade de comer? Ter consciência do que lhe dá vontade de comer pode ajudar a entender por que você come. Não há nada de errado com o que você sente. Procure não julgar seus sentimentos. Simplesmente aceite que certos sentimentos geram vontade de comer, e faça uma escolha. Escolha comer ou não comer. Se escolher comer, coma de forma consciente e sem se julgar.

“Escute o seu corpo, ele é mais esperto que você”


A nutricionista comportamental Lorena Magalhães nos mostra os benefícios de adotarmos uma alimentação mais consciente.O processo consiste em incorporar os 10 princípios descritos aqui:


1. Rejeitar a mentalidade da dieta


O indivíduo é o responsável por sua alimentação e é encorajado a conduzi-la de forma consciente, flexível e harmônica; as regras, a rigidez e o controle (comuns no curso das dietas, como contagem de calorias, horários definidos e imposição dos alimentos a serem consumidos) são desencorajados.


2. Honrar a fome


O medo de sentir fome (ou de não saber lidar com ela) é muito comum em pessoas submetidas a dietas e restrições alimentares. Aqui a pessoa é estimulada a perceber os sinais de fome física (estômago roncando, fome que cresce gradualmente, redução do nível de energia, desatenção, dor de cabeça, dentre outros) e comer. Em alguns casos, a desconexão com esses sinais internos leva o indivíduo a não perceber a fome ou a acreditar que sente fome todo o tempo. Se esse é o seu caso, procure ajuda de um nutricionista comportamental.


3. Fazer as pazes com a comida


O que a pessoa gosta de comer é levado em conta. Ela é incentivada a perceber o que realmente tem vontade de comer, e comer. Muitas vezes acreditamos ter vontade de comer determinado alimento, mas quando examinamos o comportamento a fundo, percebemos que a “vontade” existe porque o alimento é normatizado como saudável, porque é proibido ou porque a memória ligada a ele o atribui um sentido de premiação. No momento em que a obrigação e a proibição deixam de existir, retira-se também o papel de castigo ou recompensa que a comida tinha. Outro aspecto importante é que, nos casos em que o paladar é viciado em determinados grupos de alimentos e averso a outros, é possível a adaptação a novos sabores.


4. Desafiar o policial da dieta


Tanto o policial interno (mente que julga) quanto o externo (pessoas que julgam). O julgamento nada tem a ver com consciência e gera sentimento de culpa, o que é contraproducente. Ter consciência significa estar atento à experiência como observador, extraindo dela os aprendizados necessários para alcançar as mudanças desejadas.


5. Sentir a saciedade


Para saber o momento de parar de comer é necessário fazer pausas durante a refeição e se questionar a respeito da sensação de estar satisfeito (não há mais a sensação de fome física e experimenta-se o conforto de estar com o estômago pleno). É importante perceber que muitas vezes continuamos comendo, mesmo quando já estamos saciados (porque a comida é saborosa, para não deixar sobras no prato ou porque estamos acompanhados, por exemplo), o que não é aconselhável. Além disso, é fundamental incorporar os princípios 2 e 3 para alcançar esse princípio.


6. Descobrir o fator de satisfação


Todo mundo já experimentou alguma insatisfação relacionada ao comer quando, ao final de uma refeição, surge o pensamento “não era isso que eu gostaria de ter comido”. É importante prestar atenção às sensações agradáveis ou não que a comida desperta no seu corpo, e que serão diferentes em cada pessoa. Outro fator que também interfere na satisfação é o ambiente onde a refeição é realizada (vale o cuidado com a arrumação, sons, companhia etc.). Quando a satisfação ao comer é considerada em todos os níveis, o comer excessivo pode ser solucionado.


7. Lidar com as emoções sem usar a comida


Diante de determinados estados emocionais algumas pessoas comem menos, enquanto outras sentem um desejo excessivo de comer. Sabemos que existe uma ligação natural entre o ato de comer, as emoções e o comportamento na espécie humana. O problema se estabelece no momento em que a comida passa a ser frequentemente utilizada para aliviar o desconforto emocional ou para lidar com questões que não podem ser resolvidas por ela. Essa atitude é o que podemos chamar de “comer emocional disfuncional”. Para incorporar esse princípio, cada pessoa deve buscar os seus meios de enfrentamento das situações adversas, sem que necessite recorrer à comida. Afinal de contas, as experiências desagradáveis fazem parte da nossa jornada como humanos, inevitavelmente, e sempre trazem consigo grandes oportunidades de aprendizado. Vale lembrar que o comer emocional pode ocorrer também nas situações em que as necessidades básicas não são atendidas (tempo de sono insuficiente, elevado nível de estresse e privações alimentares são exemplos).


8. Respeitar o seu corpo


Costumo dizer às pessoas que me procuram que o corpo não é um inimigo a ser combatido. Toda a nossa história, tudo o que vivemos foi registrado e está guardado nele até hoje. Além disso, é por meio dele que podemos nos expressar nesse plano (viver, falar, cantar, sorrir, correr, dançar, amar, viajar, dentre tantas outras coisas!). O que ele merece, então? Para começar, compaixão, cuidado e amor. Concordo que é, no mínimo, desafiador adotar essa atitude numa cultura tão obcecada por padrões estéticos. Mas sempre podemos dar o primeiro passo na direção da revolução que é nos amarmos, mesmo diante de tantas instruções contrárias. Também é dessa forma que podemos alcançar resultados sustentáveis, quando se trata de beneficiar a saúde. O peso fica no lugar onde deve ficar: é uma medida de quantificação da sua massa corporal, mas não pode conter o seu valor como pessoa. Ele muda ao longo do tempo, dentre outros aspectos, em função do modo como você se relaciona com a vida e com a comida. Experimente começar a cuidar de si integralmente. Sem luta. Com amor!


9. Exercitar-se, sentindo a diferença


O recomendado aqui é praticar atividades físicas que sejam prazerosas, com foco no bem-estar e não na queima de calorias ou perda de peso. Lembra do prazer de dançar, andar ao ar livre de bicicleta ou patins, jogar bola, capoeira, surfar etc.? Então…


10. Honrar a saúde – Praticar uma “nutrição gentil”


Praticamos uma nutrição gentil quando nossas escolhas são feitas de modo a honrar nossa saúde e paladar, e nos fazem sentir bem


Que tal começar a se alimentar melhor e perceber as mudanças físicas, mentais, emocionais e espirituais?


Comer saladas é uma opção leve e gostosa nessa estação de verão. Temos a oportunidade de encher de cores nosso prato com os alimentos da estação, frescos e cheios de nutrientes e enzimas que nos trazem beneficiam em muitos aspectos.Cada salada é uma oportunidade de inovar, experimentar novos sabores de alimentos que você ainda não conhecia e mesclar para compor o seu prato. Oportunidade de diversificar, criando novos molhos que dão uma sabor especial e combinando diferentes temperos. Hoje iremos compartilhar uma salada especial verão, refrescante e com um ingrediente pouco usado como salgado que é o açaí.



Salada deliciosa de molho de açaí


Ingredientes:

  • 3 folhas couve roxa

  • 6 folhas de alface roxa

  • 3 folhas de couve

  • 1 Veg Snack sabor lemon pepper Eat Clean

  • Oleo de chia Giroil

  • Polpa de açai juçara

  • Sal himalaia EatClean

  • Tahine EatClean

  • Quinoa Zele

  • Tomates cereja

  • Tofu defumado


*Dos ingredients, quando possível optar sempre por orgânicos. Podendo variar as folhas verde para sempre diversificar, acrescentar PANC como beldroega, ora pro nóbis, bertalha, caruru, folha de beterraba e folha de brócolis é uma boa idéia também. Use o que você tem em casa, aproveite integralmente os alimentos.


Modo de preparo:


Preparo de saladas é algo muito simples e fácil. Primeiro comece lavando bem as folhas verdes, sendo aconselhável deixá-las de molho com 1 colheres de chá de vinagre de maçã por pelo menos 20 minutos enquanto prepara o molho.

Molho de Açai: Pegue as 100g de polpa de açaí descongelado e já em estado líquido. Adicione sal do Himalaia a gosto, tempero de chimichurri a gosto, azeite de oliva e misture bem até ficar homogêneo. (Essa receita foi desenvolvida pelo ReidoVeggie e você pode ver e conhecer mais de suas delicias aqui.)


Quinoa: Lave cerca de meia xícara de sementes de quinoa em uma tigela. Se possível, você deve lavar as sementinhas em uma espécie de revestimento escorregadio, conhecido como saponina. A quinoa deve sempre ser lavada antes de germinar ou cozinhar. Mova as sementes para uma segunda tigela. Enquanto enxaguar a saponina da quinoa, use uma peneira de malha fina para segurar as sementinhas enquanto a água corrente passar. Despeje água na tigela. Adicione água suficiente para submergir todas as sementes. Hidrate as sementes de quinoa. Deixe a quinoa de molho por até 30 minutos. Depois é só coar e colocar disposto em cima da salada.


Após os 20 minutos de molho, pegue as folhas verde e enxágue bem. Corte em pedaços para facilitar na hora de comer e posicione no bowl. Adicione a primeira camada de molho, mais ou menos 50g. Abra o pacote de Veg Sanck e despeje também mais ou menos a metade. Corte o tofu defumado em lascas e vá montando sua salada. Adicione o tahine, espalhando por cima das folhas, os tomates cerejas o resto do molho e o restante das sementes.


Para finalizar adicione óleo de chia e bom apetite! Pode se deliciar com sua colorida salada, repleta de antioxidantes e nutrientes.



Vamos conhecer mais os ingredientes que compõe essa maravilhosa salada?


Quinoa branca


Os benefícios da quinoa são tantos que ela é comumente descrita como um “superalimento” ou um “supergrão”. Tornou-se mundialmente popular entre as pessoas que querem manter a saúde e estão sempre em busca de alimentos mais completos e saudáveis. Isto porque se trata de uma semente pequena, mas cheia de proteínas, fibras e várias vitaminas e minerais. A quinoa é livre de glúten e pode ser usada como um substituto para o arroz em todos os tipos de pratos.


Quinoa significa “grão materno” no idioma inca. Ela é originária da Cordilheira dos Andes, e durante milênios, foi o alimento básico para os povos nativos daquela região.

A quinoa contém ferro, vitaminas do complexo B, magnésio, fósforo, potássio, cálcio, vitamina E e fibras. Ela é um dos poucos alimentos vegetais considerados uma proteína completa, composta por todos os aminoácidos