Dica Saúdavel | Tortinha Vegan


"A comida é para o corpo assim como o amor é para alma. E você? Como anda nutrindo seu corpo?"

@conscienciaintuitiva





Movimento Slow Food


Em um modelo de sociedade que exige agilidade para realizar várias tarefas ao mesmo tempo, a agenda lotada de compromissos e uma necessidade de produzir cada vez mais, onde está o tempo para praticarmos um auto cuidado e cultivarmos uma alimentação saudável?


Essa foi a brecha que as cadeias de fast food encontraram para ganhar seu público. De um lado, ofertam facilidade e praticidade para comer. Do outro, produtos ultraprocessados e cheios de gorduras, açucares e aditivos. A mesma realidade se encontra dentro dos supermercados, onde 90% dos produtos na prateleira não existiam nos últimos 100 anos. Ocorreu um distanciamento do homem e sua alimentação, e paralelo a isso o aumento de doenças.


Na contramão dessa tendência está o Slow Food, movimento criado na Itália em 1986 para retomar a importância do cuidado com a alimentação. A proposta é unir o prazer de comer com produção e consumo responsável dos alimentos. Isso quer dizer que ter um ritmo saudável de vida é tão importante quanto ser consciente de cada etapa que envolve a alimentação.


Para entender melhor o que é o Slow Food, é preciso conhecer seus três princípios: alimento bom, limpo e justo.



>> Alimento bom | Preservar ao máximo a naturalidade dos alimentos, que devem ser apreciados com calma.


Você é o que você come



Quanto mais sintonizada uma pessoa esta com os sinais que o corpo envia, melhor é a assimilação do que realmente nutre e acompanha o processo de desenvolvimento saudável e integro de quem se abre a isso. A frase você é o que você come faz todo o sentido. O alimento é o combustível que nutre nossas células e reflete quem somos. Todo alimento natural pode ser classificado como “funcional”, visto que contem, em doses variadas, vitaminas, minerais, enximas ou fibras essenciais a saúde . cada pessoa tem uma resposta bioquímica ao que consome, por isso suas necessidades são particulares.


Então qual a melhor alimentação?


A melhor alimentação é aquela que esta baseada no simples, no puro. Quanto mais nos aproximamos do que a natureza nos oferece, mais nutrimos nossos corpos, primeiramente o físico, e depois o emocional, através da vida que os alimentos nos proporcionam através de texturas, as cores vivas e o prazer dos sabores variados. Também aprendemos a nutrir nosso mental, pois é através do conhecimento que diferenciamos o que é saudável, o que é “contaminado” com materiais sintéticos, artificiais e do que parece ser, mas não é saudável. Para isso, temos que nos conectar com uma postura atenta, buscar a seleção dos alimentos que escolhemos no mercado, na feira, no armazém, na loja de produtos naturais ou no restaurante, como no bar de encontro com amigos ou na cantina escolar. Uma alimentação de qualidade não só previne como é um poderoso recurso terapêutico. Portanto, qualquer proposta deve considerar o homem, seu ambiente, seus hábitos, seu modo de vida, suas escolhas, seu estado de espírito e sua qualidade alimentar. Sabe-se que a busca de melhor qualidade de vida é a maior motivação para promover mudanças e adquirir hábitos mais saudáveis.



>> Alimento limpo | Privilegiar o modo de cultivo que preserva o meio ambiente, os animais e a saúde do consumidor. Para isso, é preciso investir em uma produção livre de agrotóxicos, com o mínimo de processamento e de uso de aditivos químicos.

É fundamental sensibilizar e informar a respeito das repercussões do consumo de produtos mais adequados para manter a saúde humana. Muitas vezes as pessoas desconhecem os modos de produção, Uma informação muito importante quando se escolhe um alimento é sua origem , pois as pessoas tem o direito de escolher. Por esse motivo, hoje iremos compartilhar um pouco sobre o que leva um alimento a estar contaminado, e o que é o dito alimento limpo.



Agrotóxicos

“A utilização em massa de agrotóxicos na agricultura se inicia na década de 1950, nos Estados Unidos, com a chamada ‘Revolução Verde’, que teria o intuito de modernizar a agricultura e aumentar sua produtividade.


No Brasil, esse movimento chega na década de 1960 e, com a implantação do Programa Nacional de Defensivos Agrícolas (PNDA), ganha impulso na década de 1970. O programa vinculava a utilização dessas substâncias à concessão de créditos agrícolas, sendo o Estado um dos principais incentivadores dessa prática. O termo agrotóxico passou a ser adotado no Brasil a partir da Lei Federal nº 7.802, de 1989, regulamentada pelo Decreto nº 4.074, de 2002, e traz o seguinte conceito:


Compostos de substâncias químicas destinadas ao controle, destruição ou prevenção, direta ou indiretamente, de agentes patogênicos para plantas e animais úteis e às pessoas. Atualmente, o Brasil ainda possui políticas públicas que fomentam o uso e o comércio de agrotóxicos mantidas pela influência da bancada ruralista no Congresso Nacional. Exemplos disso são o custo irrisório de registro de produtos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (de R$ 180,00 a R$ 1.800,00) e a isenção, na maioria dos estados, do Imposto sobre a Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS)”.


Dados retirados do artigo aqui.



Mas quais os malefícios e perigo desse tipo de substância química?


Também chamados de “defensivos agrícolas” ou “pesticidas”, o termo “agrotóxico” é considerado como a terminologia mais adequada e honesta às peculiaridades e aos riscos que essas substâncias apresentam para o homem e meio ambiente.


Devido a sua natureza essencialmente venenosa, os agrotóxicos são desenvolvidos para atuarem sobre as funções vitais de determinados organismos, porém, seus efeitos ultrapassam a barreiras das espécies, devido aos seus agentes constituintes serem bioacumuladores ou por atuar de forma menos agressiva, crônica, em outros organismos, como no ser humano.


Na saúde humana, os agrotóxicos apresentam dois tipos de reações: agudas e crônicas. As reações agudas são aquelas que apresentam sintomas imediatamente ou após um período curto de exposição, com efeitos visíveis como: náuseas, desmaios, vômitos, convulsões, dificuldades respiratórias, dentre outros. Os efeitos crônicos são acumulativos e demoram dias, meses, anos ou até gerações para se manifestar, devido a essa bioacumulação os efeitos podem nem ser avaliados de forma correta, nexo-causal, gerando diagnósticos incompletos e tratamentos insuficientes.


Os efeitos crônicos apresentam uma capacidade de magnitude maior do que os efeitos agudos, pois, devido não apresentarem efeitos em curto período de tempo, podem se alastrar por toda a cadeia comercial das agriculturas, por exemplo, intoxicando os produtores, de forma direta e indireta, e as pessoas que consomem esses alimentos ou utilizam recursos naturais contaminados.


Efeitos de alguns agrotóxicos na saúde humana (OMS, 1996)



E se nós somos natureza, e isso afeta nossa saúde diretamente, está afetando toda a saúde de nosso ecossistema.


Os efeitos dos agrotóxicos no ambiente se dão tanto no meio abiótico quanto biótico, um dos principais impactos negativos no meio abiótico é a contaminação do solo, das águas superficiais e subterrâneas, na qual a borrifação ou despejo dos agrotóxicos, nas culturas, se infiltra no solo, tornando-o fonte de componentes tóxicos e desequilibrando seus recursos minerais, além de que com as chuvas parte de seus constituintes são escoados para os rios e lagos ou infiltram até chegar nos lençóis freáticos, aquíferos e demais águas subterrâneas.


De forma inter-relacionada, o meio biótico é atingido por essa dispersão do agrotóxico, causando doenças e mortes de peixes e outras espécies atingidas, desequilibrando o ecossistema e, em alguns casos, promovendo a biomagnificação, na qual alguns agentes dos agrotóxicos, como os organoclorados, se acumulam nos organismos vivos, aumentando sua concentração conforme se dispersam na cadeia trófica.



Considerações


É evidente que a relação entre benefícios-malefícios dos agrotóxicos apresenta uma série de desvantagens, tanto nos aspectos ecológicos, ambientais, sociais, de saúde e econômicos. No aspecto ecológico ocorre a morte de espécies e doenças, surgindo o desequilíbrio e problemas socioambientais como pragas e carência de recursos e de forma contextualizada isso reflete nos aspectos ambientais, contaminação do solo e das águas, problemas de saúde pública pelo consumo de recursos contaminados, e perda econômica para os produtores, sociedade e Estado. Diante dessa realidade algumas alternativas vêm sido fomentadas para diminuir o uso de agrotóxicos, principalmente na agricultura familiar, que é grande fonte de alimentos para a população do Brasil, através de práticas agroecológicas e do uso de biofertilizantes e biopesticidas, que apresentam menor grau de toxidade do que os agrotóxicos convencionais.



Produtores Agroecológicos

“ Levar a saúde à mesa dos brasileiros e proporcionar o planeta a continuidade da vida”, essa é a diretriz dos produtos agroecologistas, representados por pequenas familiar, núcleos de amigos e comunidades tradicionais. Unidos, consolidaram feiras espalhadas pelo país, contruiram cooperativas e formaram associações.



Conceito de agroecologia

Agroecologia é um modo de vida saudável, que busca a sustentabilidade, o respeitos nas relações sociais, o equilíbrio ambiental e a biodiversidade produtiva, com o menor impacto negativo possível. O sistema de produção agroecológico é uma parceria com a natureza no manejo do solo, e entre produtores e produtoras na troca de conhecimentos e insumos, priorizando o aproveitamento dos recursos da propriedade.



O alimento Orgânico


A partir do conceito de agroecologia, queremos abordar o alimento orgânico, que tem em seu processo histórico a retomada da essência d terra como um organismo vivo. Os alimento orgânicos provem de uma agricultura ou produção orgânica, isto é, sem a utilização de agrotóxicos, adubos químicos, antibióticos, hormônios e transgênicos. O uso de aditivos químicos é restrito, e os cereais, sal e açúcar devem ser, sempre que possível, integrais, ou seja, não sofrem processos mecânicos que modifiquem o valor nutritivo dos alimentos, como o refinamento, por exemplo.



>> Alimento justo | Priorizar as condições de trabalho do produtor e dar preferência às produções locais; prezar pela honestidade social e transparência.

Filosofia valoriza as riquezas de cada região, chamando a atenção para o trabalho do homem do campo e colocando o consumidor como co-produtor da cadeia.


O consumidor orienta o mercado e a produção com suas escolhas e, aumentando sua consciência sobre estes processos, ele ou ela assumem um novo papel. O consumo se torna parte do ato produtivo e o consumidor se torna então um co-produtor.


O produtor exerce um papel importante no processo, trabalhando para alcançar a qualidade, tornando sua experiência disponível e acolhendo os conhecimentos e saber-fazer dos outros.


O esforço deve ser comum e deve ser feito com a mesma consciência e espírito interdisciplinar, como a ciência da gastronomia.


A justiça social deve ser buscada através da criação de condições de trabalho respeitosas ao homem e seus direitos e deve ser capaz de gerar remuneração adequada; através da busca de economias globais equilibradas; pela prática da simpatia e solidariedade; pelo respeito às diversidades culturais e tradições.


Crianças ou adultos, temos informações de sobra para entender de onde vem o alimento que chega à nossa mesa e como é produzido. Conhecer a procedência do alimento é também importante para a saúde, levando em consideração aquele que produziu para que pudéssemos ter o prato repleto de sabores, texturas, aromas e cores.

O contato com quem produz e com o modo como se produz faz diferença nessa mágica que é a gastronomia. Até mesmo para motivar as pessoas a olharem mais para o que consomem. Comprar direto de quem faz, ter acesso às histórias e