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Dica Saudável | Por um mundo com menos lixo | Parceria Selo Eureciclo


Por um mundo com menos lixo e mais reciclagem: parceria selo eureciclo


Hoje na Dica Saudável viemos compartilhar com vocês o Relatório de Impacto do Selo Eureciclo. A Boaformula aderiu ao selo Eureciclo em setembro de 2018, acreditando ser uma das formas de demonstrar nossa preocupação com a sustentabilidade da empresa e a nossa responsabilidade com os resíduos gerados em nossa linha de produção. Nosso propósito é promover a saúde de maneira holística, tanto do homem como do meio ambiente. A EuReciclo faz uma medida compensatória, mediante a uma contribuição nossa, onde garante a efetiva reciclagem de um percentual equivalente ao que produzimos de polímeros (plástico).


O relatório de impacto ambiental da eureciclo traz os resultados ambiental, social e financeiras proporcionado pela solução de logística reversa de embalagens pós consumo do selo eureciclo, e de que maneira a solução se tornou viável e confiável. Dessa forma ela traz o resultado da aderência ao selo pela Boaformula para o cumprimento das determinações legais definidas na Politica Nacional de Resíduos sólidos



O que é Logistica Reversa?


O aumento do consumo traz consigo uma grande geração de resíduos sólidos urbanos e, muitas vezes, o gerenciamento desse lixo é realizado de forma incorreta. O desperdício de resíduos passíveis de reutilização, reciclagem ou reaproveitamento é comum e muitos deles acabam indo parar em aterros e lixões ou, pior, escapam para a natureza. Daí a importância de políticas públicas e empresariais de logística reversa.


Foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei n° 12.305/10, que dispõe princípios, objetivos e instrumentos relacionados com o manejo de resíduos sólidos, bem como as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento desse material, entre outros aspectos.


Fazem parte dos princípios e instrumentos definidos na lei a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e a logística reversa. De acordo com a PNRS, a responsabilidade sobre o produto cabe a comerciantes, fabricantes, importadores, distribuidores, cidadãos e titulares de serviços de limpeza e manejo dos resíduos sólidos urbanos.


Isso significa que a PNRS obriga as empresas a aceitarem o retorno de seus produtos descartados, além de se responsabilizem também pelo destino desses itens. A lei define a logística reversa como um "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada".



Descarte de Lixo Quimico


Alguns produtos necessitam de um sistema de logística reversa independente do serviço de limpeza público, ou seja, é de total responsabilidade da empresa recolher novamente os produtos que sejam perigosos para a população e o meio ambiente. Assim, desde 2000, realizamos o recolhimento de lixo químico. Na Boaformula a gente se preocupa e faz o descarte correto.


O descarte pode ser feito na loja

Av. Independência, 1163

Porto Alegre/RS


Para facilitar você pode solicitar que o entregador do seu próximo pedido de tele-entrega da Boaformula leve os medicamentos para descarte.

A embalagem vazia também pode ser entregue.


Vamos juntos cuidar do meio ambiente !



A importancia de repensarmos nossa relação com o lixo


Infelizmente, o principal produto do desenvolvimento tecnológico é a geração de resíduos, consequência do consumo em grandes escalas, exigindo reflexões profundas sobre a finitude dos recursos naturais (PORTILHO, 2005). Os padrões de consumo da atual sociedade, questão importante discutida pela ONU na elaboração da Agenda 21, observa o aumento do consumo em escalas mundial um grande problema, o qual demanda matéria prima extraída da natureza, muitas vezes proveniente de fontes não renovável. Nesta perspectiva, o imediatismo que domina o modo de produção deve ser substituído por uma nova lógica de respeito à natureza garantindo a existência das futuras gerações (ADÃO, 2005).


Além do padrão de consumo insustentável, temos um outro problema: para onde vão esses resíduos depois que seu ciclo de vida chega ao fim? O destino final desses resíduos é um dos agravantes da degradação do meio ambiente.



Você já parou para pensar em como funciona a inteligência do planeta?


Esse grande organismo vivo se gere e autorregula em um processo cíclico. A energia é provida pelo sol em abundancia e todo o “lixo” de uma espécie é alimento de outro. Tudo nasce para depois morrer e se transformar em energia para o ambiente novamente. O ciclo funciona em harmonia, ou deveria. O ser humano cada vez mais desequilibra essa balança e torna difícil para os serviços ecossistêmicos suportarem ou se recuperarem. Somos os únicos serem a produzirem o chamado “lixo”, que seria os resíduos que não tem qualquer utilidade prática, nem possibilidade de transformação e que, muitas vezes, são muito nocivos ao ambiente e à saúde humana. Então, na verdade, apenas um percentual do que descartamos é de fato lixo e a maior parte seria classificada como resíduo com potencial de reciclagem ou compostagem.


Segundo o estudo “Organização Coletiva de Catadores de Material Reciclavel no Brasil: dilemas e potencialidades sob a ótima da economia solidária”, realizado pelo técnico de planejamento e pesquisa do instituto de Pesquisa Economica Aplicada, a geração de resíduos sólidos urbanos no Brasil pode ser estimada em torno de 160 mil toneladas diária. Dentre esse montante, apenas 31,9% tem potencial de ser reciclado (plástico, vidro, metal e papel). O restante orgânico, potencialmente pode ser reciclado por compostagem (51,4%) ou não representam possibilidade de destinação adequada (16,7%). Do material com potencial de reciclagem, apenas 3,8% é recuperado por programas governamentais, enquanto o restante (96,2%) chega à industria reciclador por outras fontes, resíduo solido industrial, pré consumo, coleta seletiva informal, importação, entre outros caminhos percorridos até a efetiva reciclagem. Segundo o relatório do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Residuos Solidos, em sua versão republicada em maio de 2019, do total de resíduos coletados em 2017 (60,6milhoes de toneladas), apenas 4,95% foram destinados para a reciclagem.


Se considerar a quantidade recebida via coleta seletiva, a quantidade de sucata recebida pela industria representa apenas 16,8% para o papel, 33,6% para o plástico, 16,6% para o vidro e 99% para o metal. A discrepância do ultimo material é explicada pela alta reciclabilidade do metal e pelo alto valor do alumínio e aço, o que torna atrativa a coleta e reaproveitamento do mesmo. As 7 milhoes de toneladas de resíduos sólidos por ano que não são coletados ou tem destinação inadequada resultam em um prejuízo a saúde de mais de 96 milhões de pessoas em todas as regiões do país. Por isso, falar sobre o lixo e seu descarte também é cuidar da saúde. Em São Paulo, os lixões e unidades inadequadas de destinação geram um prejuízo de 420 milhoes de reais anuais para o tratamento de saúde e recuperação ambiental, sendo os dados da ABRELPE. Nos últimos dias, a cidade ainda sofreu com uma chuva torrencial que alagou as ruas, casa e comércios. Muito pouco foi falado sobre a má gestão dos resíduos sólidos de nossa sociedade que entope os boeiros e contamina as ruas. É preciso que a gente reflita e faça mudanças em nossos hábitos em prol do bem estar de todos. Por isso é importante se falar na implantação de projetos para redução do volume de resíduo gerado dentro das empresas e em nossas casas.


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