Dica Saudável | Vitaminas do Complexo B




A população, de um modo geral, tem-se preocupado com a qualidade dos alimentos consumidos, tanto em relação ao seu aspecto nutricional quanto aos possíveis efeitos maléficos que possam afetar diretamente a qualidade de vida (MAIHARA, et al., 2006). Com isso, ao longos dos últimos anos houve uma reaproximação do homem com a sua alimentação, trazendo a tona a preocupação da qualidade desse alimento e suas substancias benéficas à saúde humana. Um dos fatores importantes em alimentos é sua qualidade nutricional, seu conteúdo em vitaminas.


As vitaminas são elementos essenciais necessários em pequenas quantidades pelo organismo, pois o mesmo não consegue produzir, sendo desta maneira necessária uma fonte externa para suprir as necessidades do organismo, estas fontes podem ser produtos de origem animal ou vegetal. Cada vitamina desempenha uma função no organismo assim como sua carência causa um problema relativo a esta função (DANTAS et al., 2012).


Alimentos de origem vegetal são um importante componente na alimentação por fornecer além de uma variedade de cor e textura, compostos funcionais como as vitaminas. Além da alimentação, a suplementação também é uma alternativa para consumir as doses indicadas de vitaminas diárias.



Mas o que são as vitaminas?


As vitaminas são compostos orgânicos de natureza e composição variada, que embora sejam necessárias em pequenas quantidades, desempenham uma ampla gama de funções no organismo (VIEIRA, 2011). São necessárias para a síntese de cofatores essenciais e para um grande número de reações metabólicas controladas por enzimas e coenzimas (BALL, 2006). . Atuam na transformação de energia, mesmo que não sejam fontes, agem em diferentes sistemas e auxiliam nas respostas imunológicas do organismo, protegendo-o.

A palavra vitamina é derivada da combinação das palavras: vital e amina, e foi concebida pelo químico polonês Casimir Funk, em 1912, que isolou a vitamina B1 , ou a tiamina, do arroz. Isso determinou uma das vitaminas que prevenia o Beribéri, doença deficitária marcada por inflamações, lesões degenerativas dos nervos, sistema digestivo e coração.


As vitaminas são moléculas orgânicas (contendo carbono) que funcionam principalmente como catalisadores para reações dentro do organismo. Um catalisador é uma substância que permite que uma reação química ocorra usando menos energia e menos tempo do que levaria em condições normais. Se esses catalisadores estiverem faltando, como na carência de vitaminas, as funções normais do organismo podem entrar em colapso, deixando o organismo suscetível a doenças.


São reconhecidas treze vitaminas, na nutrição humana, sendo estas divididas em dois grupos de acordo com a sua solubilidade: as hidrossolúveis(solúveis em água) e as lipossolúveis(solúveis em gordura) (BALL, 2004). As vitaminas lipossolúveis são representadas pelas (vitaminas A, D, E e K) e constituem um grupo de sustâncias químicas, com estrutura variada, solúveis em solventes orgânicos, podendo ser armazenadas na gordura corpórea e atingir níveis tóxicos quando consumidos em excesso.


As vitaminas hidrossolúveis incluem a vitamina C e as vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, B12, ácido fólico, ácido pantotênico, niacina e biotina) e não são normalmente armazenadas em quantidades significativas no organismo, o que leva à necessidade de um suprimento diário dessas vitaminas (ARRUDA, 2009). Esta simples classificação reflete a biodisponibilidade das vitaminas e como a solubilidade influencia a absorção intestinal e pelos tecidos (BALL, 2006).


Para o organismo não sofrer nenhuma carência de vitaminas, é recomendado fazer uso diário de alimentos como frutas, legumes, verduras e grãos. O teor de vitaminas dos alimentos é bastante variado, dependendo, no caso de vegetais, da espécie, do estágio de maturação, da época de colheita, de variações genéticas, do manuseio pós-colheita, das condições de estocagem, do processamento e do tipo de preparação.



O COMPLEXO B


À medida que progrediam os estudos sobre as vitaminas, ficou evidente que todo o grupo de substâncias, provenientes da mesma fonte - os levedos - e solúveis em água, deveria ser classificado junto à vitamina B. Assim nasceu a denominação de complexo vitamínico B. A experiência clínica demonstrou que as manifestações de doenças por carência de uma vitamina do complexo B podem ser curadas mais eficazmente se forem administrados, além da vitamina em déficit, outros componentes do complexo. As melhoras resultantes seriam devidas a uma “ação do complexo” mais completa do que a soma das ações individuais realizadas por cada uma das vitaminas. Algumas das vitaminas do complexo foram designadas com números que seguiam a letra (B1 , B2 , B3 , etc.), porém na maioria dos casos receberam nomes especiais.


As vitaminas do complexo B são um grupo de oito vitaminas: tiamina (B1 ), riboflavina (B2 ), niacina (B3 ), ácido pantotênico (B5 ), piridoxina (B6 ), biotina (B7 ), ácido fólico (B9 ), cianocobalamina (B12). Estas vitaminas são essenciais para a decomposição química de carboidratos em glicose, fornecendo energia para o organismo; para a decomposição química das gorduras e proteínas, ajudando no funcionamento normal do sistema nervoso; e para o tônus muscular no estômago e no trato intestinal; além de serem benéficas para a pele, cabelos, olhos, boca e fígado.


As vitaminas do complexo B são encontradas no levedo de cerveja, grãos de cereais integrais, arroz, nozes, frutas, hortaliças verdes e muitos outros alimentos. A Tabela abaixo apresenta algumas fontes alimentares de vitaminas do complexo B.



ALIMENTOS RICOS EM VITAMINAS B

  • Tiamina (B1) É abundante em vegetais de folhas (alface romana, espinafre), berinjela, cogumelos, grãos de cereais integrais, feijão e nozes.

  • Riboflavina (B2) Grãos, vegetais de folhas verdes, ervilhas.

  • Niacina (B3) legumes, amendoim, batatas.

  • Ácido pantotênico (B5), lentilhas, cogumelos, abacate, aspargo, brócolis, couve, grãos de cereais integrais.

  • Piridoxina (B6) arroz integral, aveia,avelã, amêndoa, soja e legumes.

  • Biotina (B7) gema de ovo, levedo de cerveja, cogumelos.

  • Ácido fólico (B9) Levedo, banana, toranja, morangos,hortaliças verdes, grãos de cereais integrais.

  • Cianocobalamina (B12) produzido por microorganismo pode estar presentes em legumes, verduras e frutas cruas como também produtos de origem animal.



VITAMINA B1 – TIAMINA


A vitamina B1, também chamada de tiamina, é uma vitamina hidrossolúvel essencial para o bem-estar dos seres humanos e animais, havendo necessidades adicionais da mesma em estágios da vida como crescimento gravidez e lactação. Esta vitamina está associada à utilização do alimento e à produção ou interconversão de energias no organismo (ROSA et.al, 2009).


Como já mencionado, a tiamina foi a primeira vitamina a ter sua estrutura química determinada, razão pela qual é chamada de vitamina B1. Em 1911, o químico polonês Casimir Funk identificou no farelo de arroz um fator “antiberibéri” capaz de corrigir a doença em animais e seres humanos. Como a substância era uma amina considerada essencial à vida, foi denominada de “vital amin”, que acabou sendo abreviada para “vitamina”, apesar de se descobrir, posteriormente, que a maioria das substâncias conhecidas como vitaminas não são aminas. Em 1926, sua forma cristalina foi isolada e, em 1936, a estrutura química da tiamina foi elucidada. Inicialmente, essa vitamina foi chamada de aneurina ou vitamina antineurítica. Seguiram-se inúmeros estudos nos quais a tiamina teve sua função metabólica definida como coenzima.


Benefícios à saúde - Mantém o sistema nervoso e circulatório em bom funcionamento. Previne o envelhecimento, melhora a função cerebral, combate a depressão e a fadiga. A Tiamina (vitamina B1) entra na formação de ATP (trifosfato de adenosina), uma molécula que todas as células do corpo usam como fonte energética. Todas as vitaminas do complexo B, incluindo B1, ajudam o organismo a converter os carboidratos ingeridos em combustível (glicose) para o funcionamento corporal. Elas também ajudam no metabolismo de gorduras e proteínas. A tiamina fortalece o sistema imunológico e melhora a capacidade do organismo de resistir a condições estressantes.


A forma fisiologicamente ativa da tiamina é a TPP, coenzima que atua como uma cocarboxilase na descarboxilação oxidativa de alfacetoácidos, como o piruvato e o alfacetoglutarato. Participa também nas reações da transcetolase na via da pentose fosfato, fornecendo ribose para a síntese de nucleotídeos e ácidos nucleicos. Tem papel na síntese de ácidos graxos, por promover a redução da nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato (NADPH). Há evidências que a TPP e a tiamina trifosfato (TT) participam da transmissão do impulso nervoso Helio (VANNUCCHI; CUNHA, 2009).


É essencial para ajudar as células a converterem carboidrato em energia e é necessária para o bom funcionamento das células nervosas e do cérebro (MAIHARA et al., 2006). A absorção da tiamina ocorre no intestino por dois processos distintos: transporte ativo e difusão passiva. O estoque de tiamina não é grande e ocorre em vários órgãos, sendo que metade do teor se encontra nos músculos esqueléticos, seguido de fígado, coração, rins e cérebro. A maior parte de tiamina estocada, aproximadamente 80%, apresenta-se na forma de pirofosfato de tiamina e o excesso é rapidamente excretado pela urina e, em pequenas quantidades pela bile (MORESCHI, 2006).


>> Deficiência de B1


Pessoas com deficiência de vitamina B1 apresentam inapetência, baixa aceitação da dieta e consequente perda de peso, confusão mental e fraqueza muscular. Em casos mais grave pode haver comprometimento do coração.


A deficiência de vitamina B1 ocorre por causa da ingestão insuficiente ou aumento no requerimento durante a gravidez, lactação, dieta rica em carboidratos, infecção parasíticas crônicas. Esta deficiencia pode ser observada em indivíduos subnutridos, pacientes com doenças crônicas ou em quadros de anorexia e alcoolismo (BIANCHINI-PONTUSCHKA, 2003a).



VITAMINA B2 - RIBOFLAVINA


Anteriormente categorizada como uma vitamina G, a vitamina B2 é um composto orgânico, do grupo das flavinas (riboflavina) e faz parte do grupo de vitaminas que formam o complexo B. A Riboflavina é uma vitamina hidrossolúvel essencial para a utilização da energia dos alimentos; ela atua na geração de energia via ATP. As formas ativas fosforiladas, flavina mononucleotídeo (FMN) e flavina adenina dinucleotídeo (FAD), estão envolvidas como coenzimas nas reações metabólicas de oxidação/redução no corpo. A exigência de Riboflavina é freqüentemente relacionada com o gasto de energia pelo organismo, mas parece estar mais relacionada com o metabolismo de repouso. Assim como outras vitaminas do complexo B, a Riboflavina age como uma coenzima no metabolismo das proteínas, gorduras e carboidratos. Ela também está envolvida no metabolismo de várias vitaminas do complexo B (como ácido fólico e niacina) e é necessária para o bom funcionamento da Piridoxina ou Ácido Nicotínico. Além disso, a Vitamina B2 participa da produção de hormônios no córtex adrenal. Devido à sua alta concentração nos olhos, médicos especialistas estão considerando a possibilidade de que ela esteja envolvida no processo da visão, possivelmente transmitindo estímulos luminosos para o nervo visual.


Benefícios à saúde - Previne catarata, ajuda na reparação e manutenção da pele e na produção do hormônio adrenalina.Também participa da produção de energia no corpo,favorece o crescimento e desenvolvimento, especialmente durante a infância,atua como antioxidantes, prevenindo doenças como câncer e aterosclerose,mantem a saúde das hemácias do sangue, que são responsáveis pelo transporte de oxigênio no corpo e o bom funcionamento do sistema nervoso.


>> Deficiência de B2


A deficiência de Riboflavina se desenvolve quando a dieta é inadequada. Essa deficiência leva ao desenvolvimento de uma síndrome bem definida conhecida por arriboflavinose, caracterizada por quilose (condição caracterizada por escamação e fissura dos lábios), estomatite angular, glossite, queratose e dermatite seborréica. Também podem aparecer sintomas oculares, incluindo coceira e queimação nos olhos e vascularização da córnea. Alguns desses sintomas podem, de fato, indicar deficiências de outras vitaminas, como Piridoxina e Ácido Nicotínico, os quais não funcionam corretamente na ausência de Riboflavina. A deficiência de Riboflavina também pode ocorrer em associação com a deficiência de outras vitaminas do complexo B, como acontece na pelagra.


A Riboflavina é usada tanto na prevenção quanto na terapia das desordens provocadas pela sua deficiência. Estas desordens podem ter várias origens que não podem ser curadas pela simples modificação da dieta alimentar, cita-se dieta inadequada ou deficiente em casos como alcoolismo em conjunto com baixíssima ingestão de leite e produtos de laticínio. Ela é indicada quando da necessidade crescente de Riboflavina durante a gravidez e lactação, em esportes de alta performance, na hemodiálise crônica, na absorção deficiente de Vitamina B2 e na inflamação crônica do intestino delgado (doença de Crohn, caquexia aftosa, desordens intestinais, etc.). Outras indicações são na fototerapia da hiperbilirrubinemia em neonatais (icterícia neonatal) e na administração prolongada de certas drogas, como contraceptivos orais, antidepressivos tricíclicos, etc.



Vitamina B3 NIACINA


A niacina é um termo genérico que engloba o ácido nicotínico e a nicotinamida, dois nucleotídeos piridínicos que atuam como precursores da coenzima nicotinamida-adenina-dinucleotídeo (NAD, coenzima I) e de sua forma fosforilada (NADP, coenzima II). Por participarem do ciclo do ácido cítrico, essas coenzimas são essenciais para as reações produtoras de energia celular. Há no mínimo 200 enzimas dependentes de NAD e NADP que atuam no metabolismo dos carboidratos, dos aminoácidos e dos lipídios, além de participarem na síntese de hormônios adrenocorticais a partir da acetil coenzima A (CoA), na deidrogenação do local etílico e na conversão de ácido láctico em ácido pirúvico. O NAD participa do reparo do DNA e na transcrição, e o NADH, forma reduzida de NAD, é substrato para a NADH desidrogenase da cadeia respiratória mitocondrial.


Mesmo em baixa concentração, a absorção do ácido nicotínico e da nicotinamida ocorre rapidamente em toda a extensão do intestino delgado. Os nucleotídeos da nicotinamida são hidrolisados e a nicotinamida liberada é absorvida por difusão facilitada. Circula no plasma na forma livre, onde é transportada para o fígado e convertida a NAD(H) e NADP(H), com a participação da vitamina B6. A nicotinamida e o ácido nicotínico são abundantes na natureza. Há predominância de ácido nicotínico em vegetais, enquanto a nicotinamida predomina nos produtos animais. A alimentação é a principal fonte de niacina, sendo encontrada nas leveduras, cereais integrais e em vários vegetais (brócolis, tomate, cenoura, aspargo, abacate e batata-doce).


A niacina dos alimentos é relativamente resistente ao processo de cozimento. O milho tem grande quantidade de niacina, embora essa vitamina tenha baixa biodisponibilidade no organismo. Por ser componente da função respiratória enzimática, a necessidade de niacina está vinculada ao gasto energético. A estimativa da necessidade de niacina para o organismo também leva em consideração a síntese dessa substância a partir do triptofano.


Benefícios à saúde - Reduz triglicérides e colesterol. Auxilia no funcionamento adequado do sistema nervoso e imunológico. Atua fortemente junto ao metabolismo celular e na reparação do material genético (DNA). Também são responsáveis pela remoção do organismo de substâncias químicas tóxicas e no auxílio da produção de hormônios esteroides.


>> Deficiência de B3


A carência dessa vitamina no organismo pode acarretar em diarreias, fadiga, irritabilidade, insônia, cefaleia, depressão, dermatites e lesões nervosas, que afetam o sistema nervoso central. Em grandes doses, a vitamina B3 funciona como vasodilatador.


A pelagra clássica é uma doença nutricional caracterizada pela deficiência grave de niacina e associada ou não ao déficit do aminoácido essencial triptofano. A doença pode ser primária (deficiência alimentar) ou secundária a uma enfermidade subjacente. Classicamente, tem sido descrita deficiência primária de niacina em populações com alimentação à base de milho. Além da baixa concentração de niacina no milho, existe elevada concentração de leucina no sorgo, que bloqueia a síntese do ácido nicotínico. O alcoolismo crônico é a principal causa de deficiência de niacina, como resultado de ingestão insuficiente, má absorção intestinal e aumento da excreção urinária.



VITAMINA B5 ÁCIDO PANTOTÊNICO


A vitamina B5 é um micronutriente essencial que faz parte do complexo de vitaminas B. Formada pelas moléculas de ácido pantotênico ou por pantotenato, moléculas que possuem um grupamento amida ligado a um aminoácido de β-alanina e a um ácido carboxílico D-pantóico.


Em animais, a principal função do ácido pantotênico é formar a molécula de coenzima-A (CoA), uma importante coenzima que atua na geração de energia durante os processos de metabolismo de açúcares, lipídios e proteínas e também na síntese de ácidos graxos e colesterol. Nesse contexto, CoA é uma enzima extremamente importante na síntese de colesterol, que por sua vez é muito importante para a função dos hormônios do organismo todo. CoA também é utilizada na acetilação e acilação de genes, modulando os padrões de expressão e tradução destes. Em termos “macroscópicos” o ácido pantotênico está relacionado com a síntese de hormônios adrenais, com a resposta do organismo frente a estresses produzindo cortisona, na síntese de esteroides, na formação de anticorpos, e na geração de energia a partir de lipídios, açucares e proteínas.


O ácido pantotênico é absorvido no intestino, após processos de hidrólises para deixa-lo em sua forma livre. Através de carreadores dependentes de sódio, o ácido pantotênico é internalizado, estocado e distribuído para todo o corpo.


A origem do nome pantotênico vem do grego “pantothen”, que significa de todos lugares, isso por que ele pode ser encontrado em praticamente todos os alimentos mesmo que em pequenas quantidades. As fontes mais importantes de vitamina B5 são grãos integrais, ovos, semente de girassol e cogumelos. A suplementação com ácido pantotênico é usada para o tratamento de diversos problemas como para problemas cardíacos, colite, problemas respiratórios como asma, autismo, calvície, déficit de atenção, hiperatividade, hipoglicemia, pressão baixa, distrofias musculares, alcoolismo, obesidade, tensão pre-menstrual, doença de Parkinson, hipotireoidismo, problemas de pele, depressão, entre outros.


Benefícios a saúde - A vitamina B5, também chamada de ácido pantotênico, desempenha funções no corpo como produzir colesterol, hormônios e hemácias, que são as células que carregam o oxigênio no sangue. Mais conhecido como pantenol, é um ingrediente na cosmética muito famoso pela sua ação anti-inflamatória e por promover renovação da pele.



>> Deficiência de B5


Devido sua participação em processos biológicos tão generalistas e importantes, sua deficiência pode causar sintomas diversos, assim como deficiências em outras vitaminas do complexo B. Pode incluir fadiga, apatia, neuropatias, hipoglicemia, náusea, vômitos, distúrbios no sono e dores. A maioria das vitaminas do complexo B atuam juntas em algumas vias, e a deficiência de uma delas pode prejudicar o funcionamento das outras. No entanto a hipovitaminose B5 é considerada extremamente rara. Apenas casos de desnutrição são passiveis de terem deficiência em vitamina B5.



>> Vitamina B5 e saúde da pele


No geral, a vitamina B5 ajuda a manter a pele saudável e com excelente aparência.“Ela ajuda a retardar o aparecimento dos sinais de envelhecimento precoce, como rugas e manchas da idade. Alguns estudos também têm demonstrado que a vitamina B5 desempenha um papel importante na pigmentação do cabelo, impedindo o surgimento dos fios brancos por bastante tempo. Além disso, a vitamina B5 auxilia a cicatrização e melhora a renovação da pele, responsáveis pela geração de tecido conjuntivo após a lesão.


O ácido pantotênico, como também é conhecida a vitamina B5, aumenta significativamente os níveis de glutationa (tripeptídeo constituído por três aminoácidos, ácido glutâmico, cisteína e glicina) nas células, atuando como um potente antioxidante na pele. O crescimento dos níveis de glutationa protege contra danos oxidativos das membranas celulares, reduzindo os efeitos dos danos causados pelo sol, poluentes e outros agressores da pele. Isso pode ajudar a reduzir os sinais de envelhecimento, prevenir rugas, e até mesmo defender contra o câncer de pele.


Nos cabelos ajuda a prevenir o ressecamento do cabelo, repara danos mecânicos e danos causados por tratamentos químicos nos fios. Penetra na fibra cabilar e devolve a umidade natural dos fios, reduzindo a formação de pontas duplas.



VITAMINA B6 – PIRIDOXINA


A vitamina B6 é encontrada em três formas biológicas: piridoxina, piridoxal e piridoxamina. A forma c-enzimática é o piridoxal 5-fosfato (PLP) e piridoxamina-5-fosfato. Como coenzima, o piridoxal fosfato está envolvido em várias transformações metabólicas de aminoácidos (incluindo decarboxilação, transaminação e racemização), assim como nas etapas enzimáticas no metabolismo de aminoácidos sulfurados e hidroxilados. Assim, a vitamina B6 está implicada na gliconeogênese, na conversão de triptofano em niacina, na síntese de diversos neurotransmissores, como histamina, dopamina, norepinefrina e ácido δ-aminobutírico (GABA) e na função imune síntese de interleucina-2 e proliferação de linfócitos). As transaminases dependentes de piridoxina são importantes também na ligação do oxigênio à hemoglobina, de forma que deficiências graves dessa vitamina resultam em anemia. A vitamina B6 é uma das três vitaminas necessárias ao metabolismo da homocisteína (juntamente com o ácido fólico e a vitamina B12), ocorrendo elevação dos níveis séricos desse aminoácido quando há menor disponibilidade de piridoxina.


Benefícios à saúde - Reduz o risco de doenças cardíacas, ajuda na manutenção do sistema nervoso central e no sistema imunológico. Além disso, alivia enxaquecas e náuseas. A vitamina B6, na sua forma ativa de piridoxal – 5 – fosfato exerce efeitos a nível do metabolismo dos proteínas, dos hidratos de carbono e das gorduras, sendo fundamental para o metabolismo energético e também para a síntese de neurotransmissores (como a serotonina ou o GABA), ou para a formação de glóbulos vermelhos.


A vitamina B6, devido ao seu papel no ciclo da metilação, influencia também a expressão genética, e a nossa capacidade de desintoxicação. Sem níveis adequados de vitamina B6, o nosso organismo tem uma menor capacidade de produzir glutationa – uma das principais moléculas desintoxicantes e antioxidantes.