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Dica Saudável | Lanches Saudáveis para o dia a dia


Hoje na Dica Saudável vamos falar sobre os alimentos que nutrem nosso corpo e, o mais importante, de que forma estamos comendo eles. Ter uma alimentação saudável é saber ouvir o próprio corpo e fazer as pazes com a comida. Hoje queremos desconstruir a ideia de que alimentação saudável é sinônimo de restrição e sofrimento, trazendo a beleza de estar entregando ao nosso organismo alimentos ricos em nutrientes e cores diversas através de uma alimentação consciente e intuitiva. Diante de tantas regras alimentares, as vezes fica difícil imaginar que é possível comer o que te dá prazer e, ao mesmo tempo, contribuir para a sua saúde. Nosso corpo é muito inteligente e quando passamos a nos comunicar com ele, percebemos que ele dá sinais claros do que precisa.


Para isso, traremos conceitos sobre alimentação consciente ou intuitiva, importância da reeducação alimentar e diversidade de cores dos seus alimentos! Lembrando que aqui se encontram algumas perspectivas de como tornar sua relação com a comida mais equilibrada, podendo cada um encontrar sua própria forma de comer com prazer e cuidado com seu corpo. O que comemos e como comemos também é uma prática de autoconhecimento, entendo seu corpo, seu ritmos e descobrindo os alimentos que mais fazem sentido para sua realidade e saúde. Para colocar isso em prática, ao final da Dica Saudável separamos diversas dicas e receitas de lanches para vocês cultivarem uma alimentação saudável em seu dia a dia.



Alimentação Consciente ou Intuitiva: escute sua fome


Uma alimentação consciente (ou intuitiva) propõe que a forma como nos alimentamos é tão importante quanto os alimentos que ingerimos.


Afinal, uma relação saudável com a comida precisa envolver corpo, mente e emoções. Assim, é possível passar a diferenciar as necessidades emocionais das físicas e se conectar com o próprio organismo.


A alimentação intuitiva nasceu na década de 1990, com as nutricionistas americanas Evelyn Tribole e Elyse Resch, com o seguinte propósito: elaborar uma alimentação que livra as pessoas de dietas fixas e restritivas.


Para isso, elas desenvolveram 10 princípios do comer intuitivo, são eles:


  • Rejeitar a mentalidade da dieta;

  • Honrar a fome;

  • Fazer as pazes com a comida;

  • Desafiar o “policial” alimentar;

  • Sentir a saciedade;

  • Descobrir o fator satisfação;

  • Lidar com as emoções sem usar a comida;

  • Respeitar seu corpo;

  • Exercitar-se para se sentir bem e não parar queimar calorias;

  • Honrar a saúde – “praticar uma “nutrição gentil”.


Em uma época dominada pela cultura da praticidade e do prazer imediato, criamos uma realidade de distanciamento com os alimentos de verdade, com natureza e, claro, com os nossos desejos reais. Neste contexto, falar de alimentação intuitiva pode soar como algo esotérico e até utópico. Mas, essa reconexão com o próprio corpo é possível.


A dica saudável de hoje vem com diversos conceitos para incentivar essa reflexão e também cultivar essa reaproximação. Para que possamos sentir esse alimento que nutre nosso corpo, questionar sua origem e seus benefícios a saúde. Uma pergunta boa para isso é: esse alimento vai promover a desintoxicação do meu corpo ou a intoxicação? Essa pergunta também serve para os pensamentos que geramos em nós sobre o que comemos. Comer com culpa é tão maléfico a saúde quanto a comida em si. Os pensamentos também podem intoxicar nosso corpo. Para isso é indicado que a gente faça uma reeducação alimentar.


“O que pensamos gera emoções, mas o que comemos também gera emoções”. – Montse Bradford


Tudo aquilo que ingerimos no dia a dia reflete diretamente em nossa vida. Desde aspectos físicos às questões emocionais e comportamentais. É muito comum buscarmos pela comida que preenchem o vazio. Pessoas com problemas emocionais muitas vezes buscam alimentos para se sentirem melhor. Isso acontece porque muitos deles contém triptofano, um aminoácido que provoca a liberação da serotonina. Os baixos níveis de serotonina estão associados à depressão e à obsessão.


A falta de serotonina causa diferentes efeitos negativos sobre o organismo, como a angústia, a tristeza ou a irritabilidade. Quando o corpo não produz triptofano, o conseguimos através da dieta. Portanto, os alimentos ricos em triptofano atuam como antidepressivos naturais.



Reeducação Alimentar


A reeducação alimentar traz a importância de estarmos entregando ao nosso corpo combustível de qualidade para que ele possa realizar suas funções de forma harmônica. É o ato de modificar os hábitos alimentares, e também os comportamentos com relação à alimentação. Ela visa solucionar doenças, emagrecer e/ou a manutenção da saúde.


Fazer uma reeducação alimentar serve para compreender melhor o efeito da alimentação em nossa vida diária. Além disso, entender suas consequências para a mente e para o corpo, aproveitando o prazer de se alimentar ao mesmo tempo em que traz mais saúde em todos os aspectos da vida.


Estudos na área de nutrição humana demonstram que um indivíduo equilibrado nutricionalmente tem menos chances de desenvolver doenças mentais e físicas. A reposição dos nutrientes, como também o consumo de alimentos ricos em substâncias como vitaminas, antioxidantes, oligoelementos, minerais, micro e macro nutrientes, que participam e controlam ativamente todas as reações químicas do organismo, são imprescindíveis para a manutenção da vida e da saúde. Existem inúmeras formas de reeducação alimentar, sempre com a orientação de um nutricionista, cada uma adaptada para as condições do paciente e seus objetivos para a melhora de saúde.


Uma dica para trazer mais saúde a seu dia a dia é através da diversidade de cores na sua alimentação! Aquele ditado que todos conhecem da importância das cores no prato é uma boa forma para aderir uma alimentação saudável.



Alimentos e suas cores


A cor dos alimentos revela parte de sua composição nutricional e pode ser uma boa referência para montar refeições balanceadas. Quanto maior a variedade de cor, maior a quantidade de nutrientes diferentes que estaremos ingerindo, já que cada cor significa benefícios e nutrientes específicos em cada alimento. A regra vale especialmente para frutas, verduras, legumes e grãos.