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Dica Saudável | Equinácea


Hoje na Dica Saudável falaremos sobre uma planta medicinal muito conhecida por suas propriedades antimicrobiana: a Equinácea.


A equinácea apresenta um longo histórico de utilidades e aplicações ao longo dos séculos, sendo considerada, já pelos povos nativos americanos, como “anti-infeciosa”, pois era indicada para patologias de origem viral e bacteriana, desde septicemias medianas, furunculoses, abcessos, carbunculoses e úlceras (Barret, 2003; Hudson, 2010) . Os indígenas norte americanos a chamam de “raiz de alce”, conhecendo suas propriedades através da observação de alces ingerindo essa planta quando estavam feridos ou doentes. Aprendendo com os animais, sua medicina tem relatos de séculos utilizando essa planta medicinal no tratamento de feridas externas, queimaduras e picadas de insetos e, internamente, seu chá é usado para tratar dores em geral, problemas respiratórios, tosse, dores de estômago e picada de cobra.


Uma planta importante de tomarmos conhecimento para incluirmos no nosso kit farmácia natural, muito indicada no alívio de diversos patogenos, atuando na manutenção da saúde de nosso organismo. Ela é uma planta medicinal especial, que não poderíamos dizer que serve para tudo, mas serve para muita coisa!



Vamos conhecer um pouco mais sobre a Equinácea?


Nome Científico: Echinacea purpurea

Sinonímia: Brauneria purpurea, Echinacea intermedia, Echinacea serotina, Rudbeckia hispida, Rudbeckia purpurea, Rudbeckia serotina, Rudbeckia speciosa

Nomes Populares: Equinácea, Purpúrea, Flor-de-cone, Púrpura, Rudbéquia

Família: Asteraceae

Categoria: Flores, Flores Perenes, Medicinal, Plantas Hortícolas

Clima: Continental, Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Temperado, Tropical

Origem: América do Norte, Estados Unidos

Altura: 0.6 a 0.9 metros, 0.9 a 1.2 metros, 1.2 a 1.8 metros

Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene


Usos da Equinácea


Melhora o sistema imunológico em que o paciente sofre cansaço crônico e é suscetível a infecções secundárias. Resfriados, tosses e gripes e outras doenças respiratórias superiores, gânglios linfáticos aumentados, dor de garganta, infecções do trato urinário. Furúnculos, acne, úlceras duodenais, gripe, herpes, cândida e infecções persistentes. Como um bochecho para amigdalite dor de garganta, úlceras na boca e infecções na gengiva. Externamente: Feridas de regeneração da pele e infecções da pele, eczema, psoríase e condições inflamatórias da pele.



Propriedades da Equinácea


· Imunoestimulante

· Anti-inflamatório

· Anti viral

· Anti fungico

· Antioxidante

· Anestésica

· Apoptotica



História da Equinácea


A Equinacea é uma planta nativa americana e um dos fitoterápicos mais conhecidos e utilizados na Europa e Estados Unidos na prevenção de gripes e resfriados. Suas flores são intensamente púrpuras e crescem ao redor de um cone alto e possuem um leve aroma. A raiz é afilada, em forma de cilindro e levemente espiralada. Tornou-se conhecida pelos botânicos europeus em 1690. É a planta imunoestimulante mais pesquisada no mundo, especialmente na Europa. Altamente valorizada pelos defensores da saúde natural, por suas propriedades estimulantes do sistema imunológico, favorece também o sistema respiratório.


A primeira ilustração da planta Equinacea foi encontrada no terceiro volume dos manuscritos do professor R. Morison (primeiro professor de Botânica de Oxford), datado de 1699. O professor chamou essa espécie primeiramente de Dracunculus Virginainus Latifolius, posteriormente, no século XVIII foi nomeada de Rudbeckia Purpúrea até receber o nome Equinacea Purpúrea.


Esta planta foi utilizada, primeiramente, pelos índios norte-americanos para curar feridas, picadas de insetos, dor de dente e febre (apresenta propriedades antiinflamatória, antibacteriana, antiviral e vulnerária), pois nascia abundantemente nas montanhas ao norte dos Estados Unidos. Os colonizadores brancos adaptaram posteriormente a planta para seu uso.


Somente em 1870, o produto vindo do meio oeste dos Estados Unidos foi patenteado, sendo assim, a Rudbeckia Roxa foi preparada para uso médico. Esta planta recebeu o nome de Equinacea Purpúrea e mostra-se muito eficaz no tratamento de herpes labial, reumatismo e erisipela.

No início do século foi trazida para a Europa, tendo na década de trinta a grande descoberta da empresa alemã Madaus, que iniciou pesquisas que são realizadas até hoje, principalmente pelo Dr. H. Wagner em Munique. A Alemanha comercializa em grande escala med