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Dica Saudável | Própolis


Própolis

O remédio natural fruto das abelhas


Própolis é uma mistura complexa, formada por material resinoso e balsâmico. Sua composição química é complexa e variada, estando relacionada com a flora de cada região visitada pelas abelhas e com o período de coleta da resina. Inclui flavonóides, ácidos aromáticos, terpenóides e fenilpropanóides, ácidos graxos e vários outros compostos. A própolis tem sido objeto de intensos estudos farmacológicos e químicos nos últimos 30 anos. Em várias partes do mundo é indicada para melhorar a saúde e prevenir doenças. Atualmente, é disponível em várias formas farmacêuticas como cápsulas, extratos, enxaguatório bucal, na forma de pó, entre outras.


A palavra própolis é derivada do grego pro-, em defesa, e polis-, cidade ou comunidade, isto é, em defesa da comunidade (Pereira et al., 2002). É uma mistura complexa, formada por material resinoso e balsâmico coletado pelas abelhas dos ramos, flores, pólen, brotos e exudatos de árvores; além desses, na colméia, as abelhas adicionam secreções salivares e enzimas (Pereira et al., 2002; Franco et al., 2000).


Há relatos de que a própolis vem sendo utilizada há séculos e por diferentes povos, como os egípcios, para embalsamar seus mortos e evitar a putrefação dos corpos; pelos gregos e romanos, como agente antisséptico e cicatrizante; e pelos incas, como antipirético (Sforcin & Bankova 2011). No Brasil, índios usavam a própolis elaborada por abelhas nativas meliponas (geoprópolis) na fabricação de ferramentas e como dádiva em sepultamentos (Barth et al. 2009).


A coloração da própolis depende de sua procedência. Varia de marrom escuro passando a uma tonalidade esverdeada até o marrom avermelhado. Possui odor característico que pode variar de uma amostra para outra (Marcucci, 1996). A composição do própolis varia de acordo com a área geográfica e os diferentes tipos de plantas das quais é recolhido, o que determina a cor da resina e as suas propriedades.



Como é produzido a própolis?

Por nossas grandes aliadas: as abelhas!


Para produção de própolis, abelhas usam materiais resultantes de uma variedade de processos botânicos em diferentes partes das plantas. São substâncias ativamente secretadas pelas plantas bem como exudatos de feridas nas plantas: materiais lipofílicos nas folhas e germes, látex, resinas, etc (Bankova, 2005b; Capasso & Castaldo, 2002).

As abelhas de fato usam a própolis para protegê-las contra insetos e microrganismos, no reparo de frestas ou danos à colméia, no preparo de locais assépticos para postura da abelha rainha e na mumificação de insetos invasores (Marcucci, 1996).



A importância das abelhas para o equilíbrio do ecossistema


“Essenciais para a polinização de frutas e vegetais usados na nossa alimentação, como tomate, berinjela, café e cacau, as abelhas estão desaparecendo do planeta – algumas espécies estão sob risco de extinção global. O cenário é tão grave que organizações como a ONU já alertam para os riscos de escassez de alimentos por conta da mortalidade em massa de insetos polinizadores. No Brasil, a previsão é de que a população de abelhas e outros polinizadores diminua em 13% até 2050, segundo análise da Universidade de São Paulo.


As abelhas também contribuem enormemente para a manutenção das florestas. Se elas forem extintas, a reprodução de plantas silvestres ficará comprometida, porque mais de 90% das espécies de vegetação tropical com flores e cerca de 78% das espécies de zonas temperadas dependem da polinização desses insetos.


Os agrotóxicos são um dos grandes vilões desse desastre ecológico – desmatamento, poluição e mudanças climáticas também ameaçam as abelhas. O glifosato, por exemplo, que tem dado dor de cabeça à Monsanto devido a uma enxurrada de processos judiciais de pessoas contaminadas pelo herbicida, também pode afetar o comportamento das abelhas, alterando sua sensibilidade por açúcar e habilidade de navegação. Isso as atrapalha na hora de buscar alimentos e retornar para a colônia.”

- GreenPeace.


Compostos químicos presentes na Própolis


Os principais compostos químicos isolados da própolis até o momento podem ser organizados em alguns grupos principais como: ácidos e ésteres alifáticos, ácidos e ésteres aromáticos, açúcares, álcoois, aldeídos, ácidos graxo, aminoácidos, esteróides, cetonas, charconas e di-hidrocharconas, flavonóides (flavonas, flavonóis e flavononas), Terpenóides, Proteínas, vitaminas B1, B2, B6, C, E, bem como diversos minerais. Detalhes sobre a composição da própolis podem ser encontrados em MARCUCCI (1995), PARK et al. (1996), BURDOCK (1998), BANKOVAet al. (2000) e SAHINLER & KAFTANOGLU (2005). De todos esses grupos de compostos, certamente o que mais vem chamando a atenção dos pesquisadores é o dos flavonóides (HAVSTEEN, 2002).


Os flavonóides são compostos fenólicos que compreendem um amplo grupo de substâncias naturais não sintetizadas pelos animais (BEECHER, 2003; MANACH et al., 2004). Cerca de 4.000 substâncias diferentes já foram listadas como flavonóides, entre elas apigenina, quercetina, hesperetina, rutina, luteolina, genisteina, daidzeina, antocianidina, kanferol etc. A presença e a concentração destes compostos é utilizada como índice de qualificação de amostras de própolis (LU et al., 2004). A ingestão de flavonóides interfere em diversos processos fisiológicos, auxiliando na absorção e na ação de vitaminas, atuando nos processos de cicatrização como antioxidantes, além de apresentarem atividade antimicrobiana e moduladora do sistema imune (WILLIAMS et al., 2004).

Apesar de os flavonóides serem os componentes da própolis mais extensivamente estudados, eles não são os únicos responsáveis pelas suas propriedades farmacológicas. Diversos outros compostos têm sido relacionados com as propriedades medicinais da própolis (AWALE et al., 2005). Do aspecto etnofarmacológico, a própolis é um dos poucos "remédios naturais" que vêm sendo utilizados por um longo período de tempo por diferentes civilizações (Castaldo & Capasso, 2002). Embora já existam relatos atri